Pedra do Capitão Lang
Um náufrago Maçon na ilha das Flores
Esta é uma pequena história com 136 anos de vida, que fala de 12 náufragos e um bloco de pedra com uma inscrição e um símbolo maçónico que durante muito tempo não foi reconhecido por nenhum dos historiadores e curiosos que se debruçaram sobre o assunto. John Coustos, Mestre Maçon, dá mais pormenores.
“No aprazível local da Fajã do Conde, junto à Ribeira da Cruz, na Ilha das Flores (Açores), entre uma densa e verdejante vegetação, encontra-se um bloco de pedra, de forma mais ou menos cúbica, onde se pode observar a seguinte inscrição:
CAPT. W. H. LANG
AND 11 MEN
LANDED MAY 5 73
FROM BARK MODENA
OF BOSTON MASS. FOUNDERD
APRIL 22
Hoje, sabe-se que esta enigmática inscrição se ficou a dever ao facto da tripulação de uma embarcação americana – registada em Boston pelos proprietários J. Rideout e H. O. Roberts com o nome Modena, de 206 toneladas –, quando se viu em apuros nas águas das Bermudas, ter sido socorrida por uma outra embarcação. Tinha saído da Serra Leoa e dirigia-se para Boston, na costa leste dos Estados Unidos da América. No dia 9 de Março de 1873 aportara na Bermuda, onde fez escala até ao dia 15 de Abril. Uma semana depois de ter levantado ferro, a 22 de Abril, o seu comandante, o capitão W. H. Lang, ordena o abandono da Modena que se afunda nas águas do Atlântico, entre as Bermudas e Boston, a cerca de 150 milhas a Norte daquelas ilhas. Depois de alguns dias à deriva, o capitão Lang e os seus onze tripulantes são recolhidos, a duas mil milhas dos Açores, por um navio que vinha da América para a Europa. A primeira terra avistada foi decerto a ilhas das Flores, no extremo ocidental do Arquipélago dos Açores, onde no dia 5 de Maio foram “depositados”, no local conhecido por Fajã do Conde.
Sobre a barca Modena, sabe-se ainda que foi construída em Duxbury, Massachusetts (EUA), no ano de 1851, conforme registo em documentação naval. Já em relação à estada destes náufragos na ilha das Flores, o facto é apenas documentado por esta interessante inscrição, só descoberta em 1960. Até ao momento não se encontrou qualquer outro registo que nos ajude a conhecer melhor o destino destes homens que devem ter permanecido naquela ilha algum tempo a aguardar a oportunidade de embarcarem para o seu destino inicial.
A curiosidade desta história reside no facto do capitão W. H. Lang ser maçon, a atestar pelo esquadro e compasso que inscreve na pedra, logo abaixo do seu nome, símbolo que nunca foi reconhecido pelos historiadores e curiosos que descreveram e opinaram sobre a inscrição.
Bibliografia: BRAGAGLIA, Pierluigi, Concelho de Santa Cruz das Flores: Roteiro Histórico e Pedestre, Câmara Municipal de Santa Cruz das Flores, 1999, p. 222
GOMES, Francisco António Nunes Pimentel, A Ilha das Flores: Da redescoberta à actualidade (Subsídios para a sua História), Câmara Municipal das Lajes das Flores, 1997, p. 359
TOMÁS, Jacob, Alguns apontamentos sobre naufrágios nas ilhas das Flores e Corvo, in “O Telégrafo”, 2 de Setembro de 1962″
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
OS DEZ APELOS DO APRENDIZ-MAÇOM
I - Ensina-me Mestre, a desbastar minha pedra bruta, com a prática que adquiristes ao desbastar Tua própria pedra.
II - Ensina-me Mestre, a caminhar na marcha do meu grau, no grande Templo Maçônico, que é o mundo lá fora, caminhando Tu, à minha frente, como meu líder, nos caminhos do Bem, da Verdade e da Justiça.
III - Ensina-me Mestre, a ser livre de vaidades, ambições e servilismos que amesquinham o homem, vendo eu em Ti, o Mestre livre de tais sentimentos.
IV - Ensina-me Mestre, o dom que tens de perdoar, esquecer e compreender as fraquezas de todos os homens, enaltecendo suas virtudes, para que eu, como teu discípulo, possa também saber perdoar, esquecer e compreender as fraquezas de todos os homens, enaltecendo suas virtudes.
V - Ensina-me Mestre, a trabalhar como trabalhas, anonimamente, em favor de uma boa causa, fugindo como Tu foges, dos aplausos frívolos, fáceis e das honrarias vulgares.
VI - Ensina-me Mestre, os bons costumes pelos quais temos de saber ouvir e de saber calar nos momentos certos, mas principalmente o dom, que temos de lutar em favor dos que clamam por pão e justiça social.
VII - Ensina-me Mestre, a ser como Tu és, a todos os momentos, um simples, mas forte tijolo da Ponte de União entre os homens, e nunca um ponto de discórdia entre eles.
VIII - Ensina-me Mestre, a cultivar em meu coração, todo o respeito e amor que cultivas entre os homens, e principalmente com Tua família, para que possa, cada vez mais, espelhado em Ti, respeitar a todos os homens e amar em toda a extensão da palavra, minha família.
IX - Ensina-me Mestre, toda Tua bravura, destemor e honradez para defender a Liberdade e a Soberania da nossa Pátria, para que eu possa, a qualquer momento, ao Teu lado e contigo, lutar e morrer em sua defesa.
X - Ensina-me Mestre, tudo isso, enfim, sem vaidades, ostentações ou vãs palavras, que se perdem ao vento, mas simplesmente com Teus próprios exemplos, para que eu possa um dia, ser reconhecido como um verdadeiro Mestre-Maçom.
I - Ensina-me Mestre, a desbastar minha pedra bruta, com a prática que adquiristes ao desbastar Tua própria pedra.
II - Ensina-me Mestre, a caminhar na marcha do meu grau, no grande Templo Maçônico, que é o mundo lá fora, caminhando Tu, à minha frente, como meu líder, nos caminhos do Bem, da Verdade e da Justiça.
III - Ensina-me Mestre, a ser livre de vaidades, ambições e servilismos que amesquinham o homem, vendo eu em Ti, o Mestre livre de tais sentimentos.
IV - Ensina-me Mestre, o dom que tens de perdoar, esquecer e compreender as fraquezas de todos os homens, enaltecendo suas virtudes, para que eu, como teu discípulo, possa também saber perdoar, esquecer e compreender as fraquezas de todos os homens, enaltecendo suas virtudes.
V - Ensina-me Mestre, a trabalhar como trabalhas, anonimamente, em favor de uma boa causa, fugindo como Tu foges, dos aplausos frívolos, fáceis e das honrarias vulgares.
VI - Ensina-me Mestre, os bons costumes pelos quais temos de saber ouvir e de saber calar nos momentos certos, mas principalmente o dom, que temos de lutar em favor dos que clamam por pão e justiça social.
VII - Ensina-me Mestre, a ser como Tu és, a todos os momentos, um simples, mas forte tijolo da Ponte de União entre os homens, e nunca um ponto de discórdia entre eles.
VIII - Ensina-me Mestre, a cultivar em meu coração, todo o respeito e amor que cultivas entre os homens, e principalmente com Tua família, para que possa, cada vez mais, espelhado em Ti, respeitar a todos os homens e amar em toda a extensão da palavra, minha família.
IX - Ensina-me Mestre, toda Tua bravura, destemor e honradez para defender a Liberdade e a Soberania da nossa Pátria, para que eu possa, a qualquer momento, ao Teu lado e contigo, lutar e morrer em sua defesa.
X - Ensina-me Mestre, tudo isso, enfim, sem vaidades, ostentações ou vãs palavras, que se perdem ao vento, mas simplesmente com Teus próprios exemplos, para que eu possa um dia, ser reconhecido como um verdadeiro Mestre-Maçom.
Maçom.
Num cantinho do Templo, sentado num banquinho, fitando o Delta Luminoso, um triste e velho Mestre Maçom chorava.
De seus olhos, estranhas lágrimas escorriam-lhe pela face, e sem saber o porquê, eu as contei: foram SETE.
Na incontida vontade de saber, interroguei:
“Fala meu velho Mestre! Diz a teu eterno Aprendiz, porque externais assim tão visível dor?
E ele, suavemente, me respondeu,“ Estás vendo estes Irmãos que entram e saem?
As lágrimas contadas estão distribuídas à alguns deles”
A PRIMEIRA, eu dei a estes indiferentes que aqui vêm em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber.
A SEGUNDA, dei a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.
A TERCEIRA, distribuiu aos maus, aqueles que somente procuram a Maçonaria, em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.
A QUARTA, dei aos frios e calculistas que sabem que existe uma irmandade e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra amor.
A QUINTA, foi para os que os que chegam com suavidade, tem o riso, o elogio da flor dos lábios mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito:
“Creio no G.A.D.U. na Ordem e nos meus Irmãos, mas, somente se eu poder me SERVIR.
A SEXTA, eu dei aos fúteis que vão de loja em loja, que tem verdadeira psicose pelo poder, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.
A SÉTIMA, filho, foi grande e como deslizou pesada!!.
Foi a última lágrima, aquela que vive nos "Olhos" de todos os Mestres.
Fiz doação dessas aos maçons vaidosos, que só aparecem na loja em dia de festa e faltam às doutrinas.
Esquecem, que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
Assim, meu irmão, foi para esses todos, que vistes cair, uma a uma.
Portanto, caro Aprendiz segue tua caminhada em busca de conhecimentos com dignidade e retidão, sem querer fazer sua propriedade, esta ou aquela Loja; poderás chegar ao Veneralato ou até mesmo ao Grão-Mestrado, mas nunca deixes nenhum Irmão derramar por ti, semelhantes lágrimas.
Num cantinho do Templo, sentado num banquinho, fitando o Delta Luminoso, um triste e velho Mestre Maçom chorava.
De seus olhos, estranhas lágrimas escorriam-lhe pela face, e sem saber o porquê, eu as contei: foram SETE.
Na incontida vontade de saber, interroguei:
“Fala meu velho Mestre! Diz a teu eterno Aprendiz, porque externais assim tão visível dor?
E ele, suavemente, me respondeu,“ Estás vendo estes Irmãos que entram e saem?
As lágrimas contadas estão distribuídas à alguns deles”
A PRIMEIRA, eu dei a estes indiferentes que aqui vêm em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber.
A SEGUNDA, dei a esses eternos duvidosos que acreditam, desacreditando, na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam.
A TERCEIRA, distribuiu aos maus, aqueles que somente procuram a Maçonaria, em busca de vingança, desejando sempre prejudicar a um seu semelhante.
A QUARTA, dei aos frios e calculistas que sabem que existe uma irmandade e procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra amor.
A QUINTA, foi para os que os que chegam com suavidade, tem o riso, o elogio da flor dos lábios mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito:
“Creio no G.A.D.U. na Ordem e nos meus Irmãos, mas, somente se eu poder me SERVIR.
A SEXTA, eu dei aos fúteis que vão de loja em loja, que tem verdadeira psicose pelo poder, não acreditando em nada, buscam aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente.
A SÉTIMA, filho, foi grande e como deslizou pesada!!.
Foi a última lágrima, aquela que vive nos "Olhos" de todos os Mestres.
Fiz doação dessas aos maçons vaidosos, que só aparecem na loja em dia de festa e faltam às doutrinas.
Esquecem, que existem tantos irmãos precisando de caridade e tantas criancinhas precisando de amparo material e espiritual.
Assim, meu irmão, foi para esses todos, que vistes cair, uma a uma.
Portanto, caro Aprendiz segue tua caminhada em busca de conhecimentos com dignidade e retidão, sem querer fazer sua propriedade, esta ou aquela Loja; poderás chegar ao Veneralato ou até mesmo ao Grão-Mestrado, mas nunca deixes nenhum Irmão derramar por ti, semelhantes lágrimas.
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