domingo, 31 de outubro de 2010

ASTROLOGIA EGÍPCIA

ORIGENS

Os conhecimentos da civilização do Antigo Egito, serviram de base à quase todas as religiões e filosofias existentes na atualidade. A herança deixada pelos egípcios, que se debruçaram sobre quase todas as áreas da ciência e do saber é incalculável, dentre esses legados, está a Astrologia Egípcia, um método de auto-conhecimento baseado na posição dos astros no momento do nosso nascimento

Os sábios egípcios eram extremamente hábeis para marcar o tempo, ótimos observadores, sabiam tudo sobre o movimento de rotação da Terra, muito antes que os astrônomos europeus explicassem o fenômeno, e o representavam simbolicamente através do casal Nut e Geb.

Muito obedientes aos sinais dos céus, que eram as imagens e as mensagens de seus deuses, exímios na arte de interpretar os astros e prever os destinos, foram provavelmente, os primeiros astrólogos de que se tem notícia.

Os egípcios consideravam a astrologia uma das ciências mais importantes de suas vidas e era tão fundamental que não saiam de casa sem antes consultar as predições do deus de seu signo. Acreditavam que os nascidos em um dia ruim teriam uma vida muito difícil e que quase nada poderia ser feito para modificar o que estava escrito nas estrelas.

Em Dendera, encontra-se uma das mais antigas representações do zodíaco, pintada no teto do Templo de Hathor. Embora este templo tenha sido construído pelos Gregos Ptolomaicos, por volta de 600 a.C, seus dados astronõmicos refletem "o plano estabelecido nos tempos dos Companheiros de Horus", ou seja antes da primeira Dinastia do Egito, por volta de 3100 a.C. , portanto muito antes dessa ciência surgir entre os Sumérios, na Mesopotâmia.

O Zodíaco de Dendera é diferente do zodíaco tradicional egípcio, uma vez que já estava adaptado ao sistema grego dos signos planetários, representados por formas animais e humanas. Nem todos os aspectos se encaixam no padrão babilônico, mas essas contradições também ocorrem na astrologia tradicional.

Os Astrólogos Egípcios, utilizavam para suas previsões, um calendário muito parecido com o que usamos hoje e que teria sido criado pelo sábio Imhotep, por volta do ano 2769 a.C. Por esse calendário, o ano egípcio iniciava quando a estrela Sírius surgia no horizonte de Mênfis, que corresponde ao dia 16 de julho. A partir do calendário de Imhotep, os astrólogos egípcios criaram um Zodíaco divido em 12 signos, correspondentes aos doze meses do ano.

Na astrologia egípcia, cada signo é representado por um deus; cada divindade regendo durante um período e vibrando suas características próprias sobre as pessoas nascidas sob um determinado signo. Considerado até hoje como um dos horóscopos mais interessantes, a astrologia egípcia ainda é praticada como mais uma ferramenta de auto conhecimento. Conheça o seu signo egípcio e descubra qual é a divindade que rege o seu destino

HORÓSCOPO EGÍPCIO

Rá (de 16/07 a 15/08)
Rá é a divindade principal do panteão egípcio. Está associado ao Sol e é considerado como o pai de todos os outros deuses. As pessoas nascidas sob o signo de Rá são fortes, determinadas e criativas. Possuem uma energia muito forte e têm habilidade de sobra para lidar com as dificuldades. As únicas coisas que arrasam estes seres tão fortes são a perda e a rejeição, pois não suportam fracassar. Mas, passada a onda inicial de tristeza e depressão, reerguem-se como a Fénix que renasce das cinzas e se dispõem a enfrentar novos e estimulantes desafios.

Neit (de 16/08 a 15/09)
Neit é a deusa da abundância. Cuida dos campos, da colheita e da caça. É a protetora dos deuses e guardiã das almas dos mortos, a quem ela acompanha rumo à morada definitiva. As pessoas nascidas sob o signo de Neit são pacientes, disciplinadas, práticas e objetivas. Não gostam de subterfúgios e não toleram mentiras. Possuem uma inteligência refinada e são capazes de cuidar de tudo detalhadamente. Exigem muito delas mesmas e também dos outros, pois gostam de perfeição e acreditam que a ordem e o trabalho árduo são à base de tudo. Quando traçam uma meta, fazem de tudo para alcançá-la. Cuidadosos, sinceros, bons companheiros e dedicados, os nativos de Neit estão dispostos a oferecer o melhor de si e esperam ser recompensados na mesma moeda.

Maat (de 16/09 a 15/10)
Maat é a deusa da justiça, da verdade e do equilíbrio. As pessoas nascidas sob o signo de Maat não toleram a injustiça. Passam a vida a cultivar relações harmoniosas e esforçam-se para viver sempre em equilíbrio. Em nome dessa filosofia, aprendem a ser diplomáticas e raramente se deixam abalar por intrigas ou fofocas. Por causa dessa força de caráter e de seu charme peculiar, freqüentemente se transformam na "melhor amiga" de seus amigos, na confidente, na conselheira que sempre tem algo bom e útil para dizer. Pena que nem sempre tenham a mesma lucidez para lidar com seus próprios problemas: um tanto inseguros, os filhos de Maat hesitam em tomar decisões e perdem ao colocar o seu destino nas mãos de outras pessoas.

Osíris (de 16/10 a 15/11)
Osíris é o rei dos deuses. Acima dele, existe apenas Rá, o Sol. Foi o primeiro faraó do Egito. As pessoas nascidas sob o signo de Osíris são justas, sábias e profundas. Possuem um poder espiritual muito forte, trata-se de um "presente" oferecido pela deusa Ísis aos protegidos do seu esposo. Caracterizam-se pelo seu temperamento forte, por vezes explosivo, pela sensualidade acentuada e pela persistência. Lutam com garra e energia pelas coisas que querem, e nunca se acomodam a uma situação pouco satisfatória. Quando contrariadas, podem tomar medidas extremas, pois Seth, o irmão mau de Osíris, por vezes lança o ciúme e a agressividade no coração. Ouvir a intuição e respeitar os próprios instintos são atitudes fundamentais para que os filhos de Osíris conquistem a felicidade e o sucesso.

Hathor (de 16/11 a 15/12)
Hathor é a deusa da alegria. Os seus domínios são a arte, a beleza, a dança e a música, assim como as viagens e o conhecimento superior. Protege os corações apaixonados e concede fertilidade às mulheres. É retratada como uma mulher bela, mas na sua cabeça existe um par de chifres, símbolo da parte animal que há em cada ser humano. As pessoas nascidas sob o signo de Hathor são generosas, sensuais, exuberantes, sinceras e encantadoras. Possuem muita vitalidade e perseguem os seus sonhos com garra e idealismo. Às vezes, ficam a perder devido ao exagero e excessiva boa-fé – por isso, aliás, são alvos constantes dos aproveitadores, e necessitam de estar atentas para não se deixarem enganar ou explorar. Quando enfrentam dificuldades, ficam mal-humoradas e descarregam a sua irritação em cima de quem for mais próximo.

Anúbis (de 16/12 a 15/01)
Anúbis é o deus que julga os seres humanos no momento da morte. O seu instrumento de trabalho é a balança da verdade, na qual coloca as almas dos mortos e avalia se merecem castigo ou salvação. As pessoas nascidas sob o signo de Anúbis são inteligentes, perseverantes e determinadas. Lutam com afinco pelo sucesso financeiro e profissional, mas geralmente demoram a colher os frutos dos seus esforços. Tudo porque têm uma missão importante: trabalhar! E, se por acaso alcançassem as suas metas cedo demais, poderiam acabar desviando-se dessa rota. Quando deparam com alguma coisa que consideram "errada", podem assumir o papel de juizes e agir de forma implacável, sem permitirem o diálogo ou a justificação.

Bastet (de 16/01 a 15/02)
Bastet é a deusa-gata, uma das esposas de Rá. Representa o poder benéfico do Sol e a força selvagem que dá coragem e ousadia. Era invocada nas alturas de dificuldade e o seu culto era um dos mais difundidos no Antigo Egito. As pessoas nascidas sob o signo de Bastet são extremamente bondosas, costumam aderir a grandes causas, pois o seu desejo é servir à humanidade. Amigas leais, fazem esforços surpreendentes para ajudar aqueles que amam. No entanto, gostam de sentirem-se livres e, tal como os felinos, preferem ser acariciados apenas quando sentem vontade. O lado negativo da sua personalidade deve-se a uma certa rebeldia, que às vezes assume grandes proporções, levando-as a atitudes insensatas e até irresponsáveis.

Taueret (de 16/02 a 15/03)
Taueret é a deusa da fertilidade. Protege as parturientes e as crianças, bem como as fêmeas prenhes de todas as espécies. As pessoas nascidas sob o signo de Taueret são liberais, generosas, compreensivas e tolerantes. Têm uma energia espiritual muito forte e podem manifestar dons mediúnicos. Sensíveis ao extremo, magoam-se com facilidade, podendo inclusive fazer verdadeiras tempestades em copo d'água quando percebem que o seu amor e dedicação não estão a ser retribuídos com a mesma intensidade. Podem enfrentar dificuldades materiais porque são pouco hábeis para lidar com dinheiro.

Sekhmet (de 16/03 a 15/04)
Sekhmet é a deusa da guerra. Possui força e coragem e tem como missão proteger o deus Rá e o faraó. Certa vez, Rá ordenou a Sekhmet que castigasse a humanidade devido à sua desobediência. A deusa executou a tarefa com tamanha fúria que o deus Rá necessitou de a embebedar com cerveja para que ela não exterminasse a raça humana. Desta forma, as pessoas nascidas sob o signo de Sekhmet são ousadas e corajosas. Adoram enfrentar novos desafios, mas pecam pela falta de obstinação. Aliás, é comum iniciarem um projeto de forma animada e abandonarem-no precisamente quando começa a dar frutos, isto é, quando deixa de ser um risco e a torna-se previsível. Isso também se aplica aos relacionamentos: a paixão é a sua grande procura. Exuberantes, enérgicas, um tanto quanto autoritárias, as pessoas de Sekhmet necessitam de aprender a arte da diplomacia e da tolerância, e a controlar a agressividade.

Ptah (de 16/04 a 15/05)
Ptah é o grande mago, senhor da serpente e das criaturas da água, símbolo supremo da fertilidade feminina. É ele quem dá vida aos homens e a todos os seres da Terra. As pessoas nascidas sob o signo de Ptah são pacientes e perseverantes. Apreciam o conforto material e procuram a estabilidade a todos os níveis. Na vida amorosa, nas finanças, no sector profissional. Quando colocam uma idéia na cabeça, não há nada que as faça desistir, e essa teimosia por vezes transforma-se num obstáculo ao seu crescimento pessoal. Isso porque não admitem os seus próprios erros e deixam de aprender com a experiência alheia. Contudo, quando um nativo de Ptah exercita bem o seu lado espiritual, transforma-se numa pessoa única, especial.

Toth (de 16/05 a 15/06)
Toth é a divindade que simboliza a inteligência aguda e a sabedoria. Foi Toth quem inventou todas as ciências, bem como a fala e a escrita. As pessoas nascidas sob o signo de Toth são comunicativas, inteligentes, mentalmente ágeis e ativas. Cultivam os mais diferentes relacionamentos e aprendem um pouco com cada um deles: tiram lições da sabedoria dos mestres, da racionalidade dos cientistas, da simplicidade dos humildes. Não toleram sentir-se presas ou controladas, e isso as leva a uma certa inconstância no amor. Habilidosas, têm talento para executar trabalhos artesanais ou que exijam atenção aos detalhes. São boas professoras, embora se mostrem um tanto impacientes.

Ísis (de 16/06 a 15/07)
Ísis é a deusa egípcia mais importante. As pessoas nascidas sob o signo de Ísis são sensíveis, amorosas, sinceras e incapazes de guardar rancor. Possuem um forte instinto maternal e costumam cultivar um relacionamento bastante intenso com a família, além de serem "mães e pais" de todos os amigos. Têm imaginação fértil e talento para as artes e para a escrita, pois conseguem captar e traduzir as sutilezas do amor, da vida, da existência. Fiéis, tolerantes, gostam de saber que são amadas e sacrificam-se por aqueles que lhes são caros. Apreciam o conforto e a tranqüilidade, inclusive, preferem um amor estável aos arrebatamentos da paixão

sábado, 30 de outubro de 2010

Tolerância
"A tolerância é uma das virtude mais discutidas na Maçonaria. A palavra é bonita e usada com muita freqüência. Entretanto, a sua prática é demasiadamente difícil. Não porque evitamos praticá-la, mas porque é terrivelmente complicada, a demarcação dos seus limites, para sabermos onde ela termina, e onde começa a complacência ou mesmo a conivência. Estabelecer esses limites não é fácil. Em cada caso, em que empregamos a tolerância, devemos analisar uma infinidade de ângulos, nos quais sempre estão em julgamento os procedimentos de Irmãos. Muitas vezes até a mudança de comportamento de um Irmão, nos obriga a usar de maior ou menor tolerância. Daí se nota a existência de uma gradação da tolerância. Como estabelece-se ou situá-la, em determinados problemas. É pôr este motivo, que não se pode colocar em cargos de decisão. Irmãos sem um elevado grau de bom senso e vivência maçônica, pois somente com essas condições, pode o Maçom, estabelecer o grau de tolerância, na gradação citada e adequada a cada caso. O Venerável Mestre ou mesmo o Grão-Mestre, normalmente responsáveis pôr decisões deste tipo, têm o cuidado de estabelecer parâmetros determinantes ou uma espécie de círculo imaginário, em que se circunscreverá a tolerância. Digamos que esses Respeitáveis Irmãos estabeleçam um grande círculo e nele circunscrevam dois círculos menores. No menor estará a tolerância, no médio a complacência e no maior a conivência. O cuidado para não sair do círculo menor, o da tolerância, é uma constante. Isto porque, um descuido na lapidação das informações recebidas, pode dar a idéia de transigência com o erro, a permissão da violação do direito ou a conspurcação da moral. Se, pôr outro lado, mesmo sabendo que o erro foi realmente cometido, que a transgressão dos ensinamentos maçônicos foi verificada, temos que adicionar, como importante ingrediente para a tomada de decisão, os atenuantes inerentes ao faltoso. Como assim? Atenuantes inerentes ao faltoso? Sabemos que o erro é próprio do homem. Determinadas circunstâncias obrigam a pessoa humana, ao deslize do caminho correto. Se um Irmão sempre agiu corretamente e, de um momento para outro, percebe-se um desvio em sua conduta, porque não colocarmos na balança, os dados positivos existentes em seu favor, e que até outro dia era motivo de aplausos. Esse passado bom, representa um fator atenuante de suas faltas. Pelo sentimento de tolerância e porque não dizer de justiça, devemos considerar nesse julgamento, as coisas boas realizadas.

Pela tolerância, também devemos procurar ouvir o Irmão. Saber o que está acontecendo com ele, Quais são os fatos novos em sua vida, que o obrigam a desencarrilhar dos trilhos da virtude. Uns dizem que quando uma pessoa atinge idade avançada, transforma-se em sábio, pelos conhecimentos e vivência obtidos, mas alguns dizem que essas pessoas são simplesmente velhas. No meu conceito, algumas realmente, ficam simplesmente velhas. Isso acontece com pessoas que atingiram a velhice, sem viver a vida, sem adentrar na arena, lutando pôr um ideal, procurando ser útil à coletividade a que pertence. Esses são realmente velhos. Mas aquele idoso que lutou, que não se importou com a possível derrota, que soube levantar-se, que analisou o motivo das quedas, que respeitou os seus adversários, que tirou proveito dos obstáculos encontrados, que compreendeu o procedimento alheio, que defendeu o seu ideal e o seu direito, que não se acovardou diante do perigo, esse não se transformou num simples velho com a idade avançada. Este transformou-se, realmente, num sábio. Na Maçonaria, os velhos são respeitados como sábios. Porque o Maçom é um líder. Na mocidade, eles trabalharam para nos legar esta Ordem, tão tranqüila e promissora. Esses velhos sábios, têm o conceito de tolerância muito nítido dentro de si. Eles sabem aumentar o raio de círculo da tolerância, nas horas em que um Irmão é julgado. Eles viveram o bastante, para se enriquecerem com inúmeros exemplos de comportamento o erro, no extrapolar o círculo da tolerância e algumas vezes, até aceitam uma pequena incursão no círculo da complacência, mas nunca admitem a entrada no círculo da conivência, que seria a degradação moral. Falando nos velhos, lembro-me que certa feita fui visitar uma Loja muito antiga. Lá estavam nas cadeiras do Oriente, quatro velhinhos. Verifiquei, com a minha peculiar observação crítica, que aqueles Irmãos, não faziam corretamente os sinais, cochilavam, conversavam, ficavam muito alheios aos procedimentos ritualísticos. Ao sairmos do Templo, o Irmão que me acompanhava naquela visita comentou: "Você viu aqueles Irmãos do Oriente? Conversavam o tempo todo, alguns dormiam, além do que, faziam tudo errado". Aquilo era um mau exemplo para os Aprendizes e Companheiros que estavam presentes. Achava ele, que o Venerável Mestre exagerava na tolerância, pois devia corrigir aquelas falhas. Outro Irmão pertencente ao Quadro daquela Loja, e que nos acompanhava, respondeu, que um daqueles velhinhos que cochilava, foi o fundador da Loja e Venerável em mais de uma administração. Os outros foram também, verdadeiros baluartes no crescimento da Loja.

Representavam praticamente, a história da Loja. Um deles, tinha cinqüenta anos de Maçonaria. Agora vejam só, a situação do Venerável Mestre.

Poderia ele chamar a atenção daqueles Irmãos? Pedir-lhes que não viessem a Loja, que estavam dispensados? Privar esses Irmãos, que tanto fizeram pela Loja, daquele convívio, que para eles a sua própria razão de viver? É evidente que o Venerável, com todas a sua sabedoria, jamais faria qualquer coisa, que viesse a aborrecer aqueles veneráveis Irmãos. Os Irmãos Aprendizes e Companheiros, é que deveriam ser instruídos ou informados, da razão porque a Loja aceitava tais comportamentos.(grifo nosso). Hoje nós vemos Irmãos, que querem mudar tudo em Loja, porque tomaram conhecimento através de livros maçônicos sobre os fundamentos de determinadas práticas Maçônicas ou mesmo sobre a simbologia e ritualística. Os Irmãos mais velhos, normalmente reagem a essas mudanças, mesmo ouvindo os fundamentados argumentos. Isso é louvável, porque esse desejo de mudanças nos jovens e o desejo de permanência dos velhos, provoca um equilíbrio, fazendo com que as mudanças, que porventura venham a ser feitas, o sejam de forma racional e aceitas pôr todos, já que a evolução deve existir entre os Maçons, como vemos na simbologia existente na abertura da corda dos oitenta e um nós. Portanto, meus Irmãos, a tolerância é o sentimento que tem o poder de propiciar a recuperação do culpado, conduzindo-o ao caminho do bem, da justiça e do dever."
QUANDO SE É MAÇOM ?
Quando puder olhar além dos rios, das montanhas e do horizonte distante, com um profundo senso de sua própria pequenez no vasto complexo das coisas, e ainda ter fé, esperança e coragem. Quando souber que no fundo do seu coração, cada homem e cada são tão nobre quanto viu, tão divino quanto diabólico e tão solitário quanto eles mesmo e procurar conhecer, perdoar e amar seu semelhante. Quando souber como simpatizar-se, com homens e mulheres em suas tristezas e até mesmo em seus pecados, sabendo que cada um enfrenta uma luta difícil contra múltiplos obstáculos. Quando tiver aprendido a fazer amigos e a conservá-los e sobretudo, conversar com os amigos consigo próprio.

Quando amar as flores, puder ir atrás dos pássaros sem uma espingarda e sentir o encanto de uma velha alegria esquecida, ao ouvir o riso de uma criancinha. Quando puder ser feliz e generoso em meio a vicissitudes significativas da vida. Quando as arvores de copas estreladas e o brilho da luz do sol nas águas correntes conquistarem-no como a lembrança de alguém muito amado e há muito desaparecido.

Quando nenhuma voz de angústia atingir seus ouvidos em vão e mão nenhuma procurar sua ajuda sem resposta.
Quando encontrar o bem em cada fé que ajude a qualquer um reter as coisas mais elevadas e a ver os significativos majestosos da vida - qualquer possa ser o nome dessa fé.

Quando puder olhar para um charco de beira de estrada e ver algo além da lama e na face do mais objetivo mortal e ver algo além do pecado.
Quando tiver mantido a fé em si mesmo, no seu semelhante, no seu Deus : na sua mão uma espada contra o mal, no seu coração o toque de uma canção - feliz por viver, mas sem medo de morrer !

Em tal maçom, seja ele rico ou pobre, erudito ou iletrado, famoso ou obscuro, a Maçonaria cumpriu o seu doce mistério! Tal maçom descobriu o único segredo real da Maçonaria e o único que ela está tentando doar a todo o mundo.
PERFIL DO VERDADEIRO MAÇOM
Nasceu em uma aldeia obscura, filho de uma camponesa humilde, que o trouxe à luz do mundo, em uma estrebaria, em meio a animais mal cheirosos. Trabalhou em uma oficina de carpinteiro, de propriedade de seu pai, até aos 30 anos de idade, sem reclamar absolutamente nada, por valorizar o trabalho dígno e necessário ao sustento cotidiano, ainda que árduo. Nunca escreveu um livro, qualquer que seja. Nunca jamais possuiu um cargo público, ou privado, além do exercido nos limites da carpintaria de seu genitor.

Nunca frequentou uma Universidade, pública ou privada, mas sempre foi considerado um sábio. Nunca se afastou para muito longe de sua cidade, apenas caminhou pelos seus arredores, incansavelmente, permanecendo sempre nos limites territoriais de onde nasceu.
Ele nunca fez qualquer das coisas que geralmente acompanham a grandeza, mas permaneceu no anonimato, ladeado apenas pelos familiares e simpatizantes, não tinha outras credenciais, além de Sí próprio, mas se apresentou a todos, verbalmente, apenas como o "Filho do Homem", calçava alparcas e vestia-se modestamente, pois só usava túnica e manto.

Contava apenas com 33 anos de idade, quando a maré da opinião pública se voltou contra Ele, porque trazia uma mensagem nova: o arrependimento, o perdão, a tolerância, a santificação, o amor e, sobretudo, a vida eterna. Os seus amigos O abandonaram, ante a ameaça de castigo rigoroso, caso fossem identificados como seus seguidores. Foi pregado a uma cruz, após passar pela execração pública e, o que não poderia ser mais humilhante, entre dois ladrões, no Monte Calvário. Quando morreu, deitaram-n'O num túmulo emprestado, graças a compaixão de um amigo chamado José de Arimatéia.

Passaram-se 20 séculos, praticamente, e hoje Ele continua sendo a figura central da espécie humana, o redentor e o líder da marcha do progresso humano, em busca da sublimação do espírito sobre a matéria. Não há exagero algum em afirmar que todos os exércitos que jamais marcharam, todas as armadas que jamais navegaram, todos os parlamentos que jamais se reuniram, tudo isso junto, não abalou tanto a vida do homem na terra, como abalou e transformou a humanidade, Aquela Vida Solitária e Santa.

Pense nisso, meu irmão, esse homem considerado Santo, para os homens, e homem, para Deus, viveu 33 anos em nosso meio, com regras exclusivamente baseadas no evangelho redentor que Ele mesmo pregava, segundo o seu comportamento, e você, como será escrito o evangelho, segundo o seu procedimento e suas obras?

PRECE

Prece
E assim correm os dias... deparamo-nos com as mais diversas informações, soluções, falta de opções etc...

Ora nos sentimos alegres, ora frustrados, entretanto, continuamos nossa luta pela sobrevivência, pelo progresso intelectual, financeiro e, não raramente, esquecemos até mesmo do que somos e passamos a agir quase que sem regras, ou pior, criando as nossas próprias, sem nos preocuparmos se estamos ou não agindo de forma coerente.

Temos sempre a razão ao nosso lado. Afinal de contas, para que ponderarmos? Somos imbatíveis, donos de pequenas e frágeis verdades que não passam, muitas vezes, de meras divagações.

Esta é a vida para a qual fomos, desde crianças, incentivados a praticar: lutar, conquistar, melhorar, adquirir, trocar, mandar, esquecer, decidir quando se deve perdoar, interromper... mas, apesar deste comportamento que nos incutiram como verdadeiro, não raramente somos surpreendidos por alguns limites, fora do nosso controle, que nem sempre são negociáveis.

Quando as pequenas ou grandes avalanches aparecem, sempre ficamos perplexos e nunca somos merecedores de tamanhas agruras. Somos apenas e tão somente vítimas do tão decantado destino.

Num determinado momento, de inspiração ímpar, somos convidados a nos tornarmos Maçons.

Sem nada, ou com muito pouco conhecimento, enveredamos por um novo caminho, certos de que estamos fazendo algo que principia com a reforma íntima, se alastra de maneira incontida para todos os cantos por onde quer que passemos, somos acolhidos e chamados, a partir de então, de irmãos.

Oh! Grande Arquiteto do Universo,
Faça que minhas decisões, meus dias, meus pensamentos,
Sejam os exatos reflexos dos seus ensinamentos,
E eu possa, assim, caminhar com integridade...

Quando fizer algo em favor dos outros,
Que meu nome seja simplesmente, como os demais, citado,
Sendo em tempo algum, jamais exaltado,
Pois, apenas estarei cumprindo minha obrigação de Maçom.

Grande Arquiteto do Universo,
Fazei com que eu não me sinta inebriado por nada,
Que minhas palavras brotem do fundo do coração,
E não sejam, simples arranjos de letras fabricados em meu cérebro e transmitidos,
apenas para causar comoção!!!

Não permita que meu ego aprenda a conjugar somente a primeira pessoa do singular,
Incute em meu ser, o sentido do "nós"!!!
E que minhas ações sejam corretas e se difundam, brandamente,
Por intermédio da minha voz.

Se um dia detiver o poder em minha vida profana,
Que seja ele manso, digno, algo que não se ufana,
Posto que é efêmero!

Que eu não imponha regras quando ajudar a um irmão,
Pois deverei fazê-lo com carinho, desprendimento, empolgação,
Não permita que eu aprenda a julgar...

Ensina-me a perdoar,
A não guardar ódio em meu coração,
Pois se assim não for, serei apenas mais um na multidão.

Sentimentos como a cobiça e a vaidade,
Afaste-os do meu caminho.
Pois, caso contrário, é certo que um dia estarei sozinho.

E assim, quando o limite máximo me for imposto,
Que a serenidade esteja presente em meu rosto,
Que a alegria do dever cumprido se faça presente.
Ai então, os amigos haverão de lembrar que pela repetição dos meus atos,
Colecionei e emoldurei todos os fatos,
Se não fiz melhor, ao menos tentei.

Não importa quem eu seja,
Aprendiz, companheiro, mestre ou venerável,
Devo trazer o rosto sempre afável,
Pois esta é a verdadeira razão...

Gestos, sinais, simbologias,
Para dar sentido às nossas vidas, muitas vezes, vazias.
É por isso que nos reunimos...

Para tratarmos de assuntos que enlevam o espírito,
Para polirmos nossas imensas pedras brutas,
Para vivermos em paz, para vencermos nossas lutas...

Combater o despotismo, a tirania, os vícios humanos,
Referimo-nos aos de fora como profanos,
E muitas vezes, cometemos as mesmas e velhas falhas!!!

Grande Arquiteto,
Obrigado pela oportunidade que eu tive,
Obrigado pelos irmãos que ganhei,
E, especialmente, por esta vida que passei!!!

Se outra oportunidade me fosse dada,
Se outra vida pudesse ser vivida,
Se tivesse a opção de escolher,
Seria eu novamente um membro dessa loja,
Onde se aplicam normas de consciência e retidão,
E assim, teria eu novamente a chance de poder dizer,
Que fui um verdadeiro Maçom!!!
Os 33 Mandamentos da Maçônaria
1.Adora o Grande Arquiteto do Universo.
2.O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto do Universo consiste nas boas obras.
3.Tem sempre a tua alma em estado de pureza, para que possas aparecer de um momento para outro na presença do Grande Arquiteto do Universo.
4.Não sejas fácil em te encolerizar, a ira é sinal de fraqueza.
5.Escuta sempre a voz de tua consciência.
6.Detesta a avareza, porque quem ama demasiado as riquezas nenhum fruto tirará delas, consistindo isso em egoísmo.
7.Na senda da honra e da justiça está a vida; o caminho extraviado conduz à morte espiritual.
8.Faz o bem pelo próprio bem.
9.Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado.
10.Não te envergonhes do teu destino, pensa que este não te desonra nem te degrada; o modo como desempenhas a tua missão é que te enaltece ou amesquinha perante os homens.
11.Lê e medita, observa e imita o que for bom, reflexiona e trabalha, ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti mesmo.
12.Contenta-te com tudo e com todos.
13.Não julgues superficialmente as ações de teus irmãos e não censures aereamente. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas.
14.Sê entre os profanos, sem rudeza, superior sem orgulho, humilde sem baixeza, e, entre os irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo.
15.Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados.
16.Exato observador dos homens e das coisas, atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertença.
17.Se o Grande Arquiteto do Universo te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da providência. Faz com que até aos 12 anos tenha temor de ti, até aos 20 te ame e até a morte te respeite. Até aos 12 anos sê o seu mestre, até aos 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras, que te deva retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia.
18.Ama o teu próximo como a ti mesmo.
19.Não faças o mal, embora não esperes o bem.
20.Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém.
21.Sê o amparo dos aflitos. Cada lamento que tua dureza provocar são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça.
22.Com o faminto reparte o teu pão, aos pobres e forasteiros dá hospitalidade.
23.Dá de vestir aos nus, mesmo em prejuízo do teu conforto.
24.Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilia-o sempre.
25.Não lisonjeies nunca teu irmão, isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem, receia que te corrompam.
26.Respeita a mulher, não abuses jamais de sua debilidade, defende-a sempre, antes queira morrer do que desonrá-la.
27.Fala moderadamente com os pequenos, prudentemente com os grandes, sinceramente com os teus iguais e os teus amigos, docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral.
28.O coração dos justos está onde se pratica a virtude e o dos tolos onde se festeja a vaidade.
29.Não prometas nunca sem a intenção de cumprir. Ninguém é obrigado a prometer, mas, prometendo, é responsável.
30.Dá sempre com satisfação, porque mais vale uma negativa delicada do que uma esmola que humilhe.
31.Suporta tudo com resignação e tem sempre confiança no futuro.
32.Faz do teu corpo um templo, do teu coração um altar, e do teu espírito um apóstolo do amor, da verdade e da justiça.
33.Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo

Os 10 Mandamentos Maçônicos

Os 10 Mandamentos Maçônicos
Estes 10 mandamentos foram traduzidos de uma divulgação da Américan Lodge of Research de New York.

1.Não te afastarás constantemente da tua loja, sem motivo realmente justo.
2.Não farás alarde de teus conhecimentos Maçônicos perante teus irmãos. E não os exibiras perante um estranho, um inimigo ou um impostor.
3.Não te utilizarás de tua condição de Maçom para usufruíres vantagens comerciais ou políticas.
4.Não recusarás auxílio a teu irmão realmente necessitado.
5.Não te olvidarás das tuas obrigações financeiras para com a tua loja.
6.Não te esquecerás que que, para seres um bom Maçom, tens de ser um homem correto.
7.Não faças ostentação com símbolos Maçônicos sobre a tua pessoa.
8.Não te esquecerás que a verdadeira Maçonaria é interna e não externa.
9.Não disputarás cargos para os quais não te sentes verdadeiramente capacitado.
10.Em tua dedicação à ordem, jamais negligenciarás tua mulher e a tua família.

Ser ou Estar Maçom

Ser ou Estar Maçom
Atualmente podemos afirmar que "Ser ou Estar alguma coisa" está se tornando uma expressão bastante difundida, que é utilizada para identificar se uma pessoa assumiu ou não seu posicionamento correto com respeito a qualquer organização da qual participa, como por exemplo - quando desempenha-se um cargo público ou legislativo, tal qual o de "Estar Ministro", entre outros exemplos, sendo inclusive utilizado com personagens em programas humorísticos.

Absorvendo este conceito e aplicando-o no seio de nossa Fraternidade percebemos que todos nós "Estamos Maçons" ao procedermos nossa Iniciação. Estamos Maçons ao freqüentarmos a Loja e pagarmos as suas mensalidades e taxas. Estamos Maçons quando participamos de uma atividade organizada pela loja, uma atividade filantrópica, uma palestra, uma visita a outra Loja. Ou até mesmo Estamos Maçons quando meditamos sobre o nosso papel e partimos em busca da meditação interior em busca da verdade.

Mas o que é Ser Maçom ? O verbo SER não poderia ser considerado sinônimo do verbo ESTAR. A caracterização mais expressiva é de que estar é um verbo que indica um certo estado, portanto, há como que embutido em seu conteúdo uma certa passividade, enquanto que o verbo ser é ativo, representa ativação.

Ser Maçom é um estado de espírito que deve caracterizar o membro presente a toda situação em que pode ajudar e cooperar para que o mundo torne-se de alguma forma melhor. Ser Maçom é compreender que por mais poderosas que sejam as forças externas elas devem ser dominadas pela energia que tem sede em sua própria personalidade.

Ser Maçom é ter consciência que sua presença discreta pode dar apoio a novos projetos úteis à comunidade e constituir-se num valoroso pilar de sustentação de valores mais nobres do indivíduo.

Ser Maçom é ser o eterno estudante que busca o ensinamento diário, tirando de cada situação uma lição, e aplica com êxito os princípios estudados. Desenvolve em toda oportunidade de sua intuição, sua força de vontade, sua capacidade de ouvir e entender os outros.

Temos que considerar que o Ser Maçom deve, como livre pensador, questionar o porquê de determinados acontecimentos entendendo e vivenciando nos nosso aprendizado que palmilhamos lentamente, com passos firmes para não tropeçar nos erros e vícios do passado, mesmo que em momentos saiamos da trajetória para poder compreender o mundo com uma visão holística de suas nuances.

O Maçom que se limita a ler ou estudar as instruções dos graus ou a literatura disponível e não procura aplicar em sua vida diária os conceitos que lhe são transmitidos, na busca do desbaste da Pedra Bruta, e em erigir o Templo Interno, perde excelentes oportunidades de ampliar seus conhecimentos e de verificar como o saber do aprendizado da Arte Real pode ser útil para o seu bem-estar na busca de seu retorno ao Cósmico.

O Ser Maçom é aquele estado em que sem abandonar os hábitos de disciplina racional, a mente busca uma abrangência do universo, o conhecimento intrínseco dos fenômenos que estão ocorrendo, procurando desenvolver a sensibilidade e a compreensão das razões de estudo. O Maçom que desenvolveu sua mente para estar atenta e acompanhar a evolução dos fatos, sabe como conhecer as sutilezas que envolvem sua origens, é como um oleiro que dá formas sutis ao barro bruto, enquanto que o Maçom modela sua própria consciência num confronto com sua própria personalidade.

Vivemos juntos e cruzamos com diferentes seres humanos que pensam e agem de maneira diversa da nossa. Isto nos propicia excelentes oportunidades de nos adaptarmos a estas personalidades e, sobretudo, de aprimorarmos as formas de inter-relacionamento. A sabedoria do bem viver é despertada quando nos conscientizamos dessas diferenças e procuramos compreender o indivíduo através de suas particularidades. Ser Maçom é despertar este sentido de compreensão do indivíduo e estar preparado para assisti-lo nos momentos de dificuldades.

O exemplo de uma atitude mental moderada, sincera e cooperativa caracteriza muito o Ser Maçom. E todos notam, que sob muitos aspectos, o Ser Maçom diferencia-se como indivíduo entre todos os outros. No aprendizado inicial aprendemos que além dos SS.'. TT.'. e PP.'. o Maçom deve ser reconhecido pelos atos e posturas dentro da sociedade e no meio onde vive, traduzindo de maneira diuturna os nosso aprendizado e a filosofia dos postulados da Arte Real. Sentimos que temos que desempenhar um papel mais complexo na sociedade e dar uma contribuição positiva para que ela se torne superior.

Ser Maçom implica em alguma renúncias, mas a compensação que advém deste estado de espírito especial é muito agradável. Sentimo-nos como se fôssemos os autores da novela e não apenas os personagens passivos, criados pelos mesmos. Temos uma participação presente e atuante, embora que, aparentemente o Maçom apresente-se um tanto reservado. Já se disse que nos colocamos muito mais em evidência, quando nos mantemos como observadores e damos a colaboração somente quando é solicitada pelos outros, do que aqueles que procuram apresentar-se como os donos da festa.

Considerem sobretudo, que encontramos muitas pessoas evoluídas e que podem ser consideradas possuídas de elevado espírito Maçom. Têm uma expressiva vivência das coisas do mundo e utilizam grande sabedoria em suas decisões, mesmo se nunca se tornaram Maçons.

Nós estamos Maçom ao entrarmos na Ordem e Somos Maçom quando o espírito dela entrar em nós. A diferença é muito grande, mas facilmente perceptível.

Irmãos unam-nos na trilha que leva ao Templo ideal e tomemos o cuidado para não Estarmos Maçons, para não trilharmos a Maçonaria simplesmente cumprindo Rituais, envergando a mera condição de um "Profano de Avental".

Desejo que todos avaliem como é bom SER MAÇOM !

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

POEMA MAÇÔNICO (Autor desconhecido)

(INTERROGATÓRIO)

Como tal, eu tenho sido.
Com toda sinceridade,
Amado e reconhecido.
DE ONDE VINDES AFINAL?
Meu lar tem o nome de um santo,
Do justo é casa ideal
E perfeito o meu recinto.
QUE TRAZEIS MEU CARO AMIGO?
A mais perfeita amizade.
Aos que se encontram comigo.
Trago paz, prosperidade.
TRAZEIS, TAMBÉM, ALGO MAIS?
Do dono da minha casa,
Três abraços fraternais
Calorosos como brasa.
QUE SE FAZ EM VOSSA TERRA?
Para o bem templo colosso;
Para o mal temos a guerra;
Para o vício, calabouço.
QUE VINDES ENTÃO FAZER?
Sendo pedra embrutecida
Venho estudar, aprender
Progredir, mudar de vida.
QUE QUEREIS DE NÓS, VARÃO?
Um lugar neste recinto,
Pois trago no coração
O amor que por vós sinto.
SENTAI-VOS QUERIDO IRMÃO,
NESTA AUGUSTA CASA NOSSA
E SABEIS QUE ESTA MANSÃO
TAMBÉM É MORADA VOSSA.

Paz Profunda e T.'.F.'.A.'.

domingo, 24 de outubro de 2010

ISIS

A deusa Ísis é uma das principais divindades da mitologia egípcia, embora seu culto transcenda as fronteiras do Egito e se estenda por todo o universo greco-romano, chegando inclusive às terras nas quais atualmente se localiza a Alemanha. Sua veneração parece remontar a pouco tempo após 2500 a.C., à V dinastia egípcia.
Ela é a primogênita do deus da Terra, Geb, e da divindade que rege o Cosmos, Nut. Seu irmão Osíris se torna seu marido, com o qual ela concebe Hórus, deus do firmamento, inebriado de energia solar. O outro irmão, Seth, responsável pelos desertos, se transforma no principal inimigo do casal.
Seth invejava profundamente a sorte de Osíris, que tinha como missão governar a terra, mais especificamente o Egito, e assim teve a oportunidade de transmitir aos homens conhecimentos preciosos sobre agricultura e o trato com os animais. Segundo a mitologia egípcia, Osíris é traído por Seth, morto e esquartejado por esta divindade que é associada à essência do mal.

Ísis, desesperada, consegue reunir todos os membros do marido, com exceção do genital masculino, trocado por um órgão de ouro. Ela o ressuscita graças aos seus dotes mágicos e ao seu poder da cura. Logo depois eles concebem Hórus, que vai à revanche matando Seth.

Ísis é exatamente assim, zelosa com todos, sejam escravos ou nobres, pecadores ou santos, governantes ou governados, homens ou mulheres. Ela olha por todos com o mesmo empenho protetor, a mesma solicitude, exercitando assim sua natureza radicalmente maternal e fértil.
Por muito tempo esta deusa foi venerada como a representação maior da essência materna e da esposa perfeita, além de velar também pelo reino natural, portanto, por todas as dimensões da existência. Ela era vista igualmente como um símbolo do que há de mais singelo, dos que morrem e daqueles que nascem. Uma mitologia tardia atribui às cheias do Rio Nilo, que ocorriam uma vez por ano, as lágrimas derramadas por Ísis pela perda de seu amado
Ano após ano a morte e a ressurreição de Osíris foram relembradas em diversos rituais; no Egito preserva-se uma festa denominada a Noite da Lágrima. Ela ocorre em junho, portanto é conhecida como Festival Junino de Lelat-al-Nuktah
Nesta tradição, mantida pelo povo árabe, revive-se o enlace de Geb e Nut, ou seja, da Terra e do Firmamento, e o surgimento de sua descendência, que inclui Ísis e Osíris, além de seus irmãos, que assim totalizam nove deuses, a famosa Enéada, que teve seu princípio com a Divindade criadora originária.

Juntos, Ísis e Osíris simbolizavam a realeza do Egito. Ela representava o trono no qual despontava o poder real do marido. O culto desta deusa foi de grande importância na Antiguidade, especialmente no Império Romano, no qual ela obteve muitos discípulos. Hoje a arqueologia comprova este fato, e é possível encontrar vestígios de templos e monumentos piramidais em todas as partes de Roma.

Na Grécia este ritual atingiu antigos espaços sagrados em Delos, Delfos e Elêusis, e se desenvolveu particularmente em Atenas. Seus discípulos se espalharam também pelos territórios gauleses, na Espanha, na Arábia Saudita, em Portugal, na Irlanda e na própria Grã-Bretanha

sábado, 23 de outubro de 2010

As 7 Lágrimas de um Velho Maçom

(Desconheço a autoria)



Num cantinho do Templo, sentado num banquinho, fitando o Delta Luminoso, um triste e velho Mestre Maçom chorava.

De seus olhos, estranhas lágrimas escorriam-lhe pela face e, sem saber o porquê, eu as contei: foram sete. Na incontida vontade de saber, eu me aproximei e o interroguei. "Fala, meu Velho Mestre! Diz ao teu eterno Aprendiz por que externais assim tão visível dor?"

E ele, suavementeme respondeu, "Estás vendo estes Irmãos que entram e saem? As lágrimas contadas estão distribuídas
A primeira, eu dei a esses indiferentes, que não dão valor à história, ao esoterismo, à liturgia e ritualística, e que aqui vêm em busca de distração, para saírem ironizando aquilo que suas mentes ofuscadas não podem conceber."

"A segunda, a esses eternos duvidosos que acreditam desacreditando nos velhos Mestres e na expectativa de um milagre que os façam alcançar aquilo que seus próprios merecimentos negam".

"A terceira, distribuí aos maus, àqueles que somente procuram a Loja para promover a discórdia entre os Irmãos".
A quarta, aos frios e calculistas que, mesmo sabendo que existe uma Força Espiritual, procuram beneficiar-se dela de qualquer forma e não conhecem a palavra Amor".

"A quinta, aos que chegam com suavidade, têm o riso e o elogio da flor nos lábios, mas se olharem bem o seu semblante, verão escrito: Creio no G.'.A.'.D.'.U.'. na Ordem e nos meus Irmãos, mas somente se eu puder me servir".

"A sexta, doei aos fúteis que vão à Loja buscando aconchegos e conchavos e seus olhos revelam um interesse diferente".

"A sétima, meu amado Irmão, foi grande e deslizou pesada! Foi a última lágrima, aquela que vive nos olhos do Verdadeiro Maçom. Fiz doação desta aos Irmãos vaidosos que esquecem que existe o respeito e que existem Irmãos precisando de caridade, e tantos seres humanos necessitando de amparo material e espiritual".

"Assim, caro Irmão, foi para todos estes que vistes cair uma a uma."

O BODE NA MAÇONARIA

Dentro da nossa organização, muitos desconhecem o nosso apelido de BODE. A origem desta denominação data do ano de 1808. Porém, para saber do seu significado temos necessidade de voltarmos no tempo. Por volta de III ano d.C. vários Apóstolos saíram para o mundo a fim de divulgar o cristianismo. Alguns foram para o lado judaico da Palestina, curiosamente, notaram que era comum ver um judeu falando ao ouvido de um BODE, animal muito comum naquela região. Procurando saber o porquê daquele monologo foi difícil obter resposta. Ninguém dava informação, com isso aumentava ainda mais a curiosidade dos representantes cristãos, em relação aquele fato. Até que Paulo, o Apóstolo, conversando com um Rabino de uma aldeia, foi informado que aquele ritual era usado para expiação dos erros. Fazia parte da cultura daquele povo, contar alguém da sua confiança, quando cometia, mesmo escondido, as suas faltas, ficaria mais aliviado junto a sua consciência, pois estaria dividindo o sentimento ou problema.
Mas por que BODE? Quis saber o Apóstolo. É porque o BODE é seu confidente. Como o BODE nada fala, o confesso fica ainda mais seguro de que seus segredos serão mantidos, respondeu-lhe o Rabino. O certo é que a Igreja trinta e seis anos após, introduziu, no seu ritual, o confessionário, juntamente com o voto de silêncio por parte do Padre confessor, nessa parte a história não conta se foi o Apóstolo que levou a idéia aos seus superiores da Igreja, mas o que é verdade é que ela faz bem à humanidade, aliado ao voto de silêncio, o povo então passou contar as suas faltas.
Voltemos em 1808, na França de Bonaparte, que após o golpe dos 18 Brumários, se apresentava como novo líder político daquele país. A Igreja, sempre oportunista, uniu-se a ele e começou a perseguir todas as instituições que ela, Igreja, achava estar contra ela ou ao governo. Assim a Maçonaria que era um fator pensante, teve seus direitos suspensos e seus Templos fechados; proibidos de se reunir. Porém, irmãos de fibra na clandestinidade, se reuniram, tentando modificar a situação do país. Neste período, vários Maçons foram presos pela Igreja e submetidos a terríveis inquisições. Porém, ela nunca encontrou um covarde ou delator entre os Maçons. Chegando a ponto de um dos inquisidores dizer a seguinte frase a seu superior: - “Senhor este pessoal (Maçons) parece BODE, por mais que eu flagele não consigo arrancar-lhes nenhuma palavra”. Assim, a partir desta frase, todos os Maçons tinham, para os inquisidores, esta denominação: “BODE” – Aquele que não fala, sabe guardar segredo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O Maçom.

Se a Augusta e Soberana Maçonaria, em sua sublime missão, oferece uma senda de aperfeiçoamento moral e espiritual, que nem sempre é oferecida ou atendida pela religião, ao pesquisador sério, que se depara com a dificuldade de aceitação de doutrinas dogmáticas que estão muito aquém do que a lógica permite, deve-se abrigar com o respeito tradicional aqueles que buscam na Ordem, o lenitivo para a alma aflita... E suas fileiras procuram.



O declínio contínuo da religião organizada no ocidente, exacerbada pelo ceticismo científico a respeito da sua necessidade de acreditar em milagres, excluiu muitos seguidores, dos reais benefícios do crescimento espiritual. O vácuo deixado por este declínio das igrejas moderadas, fora preenchido por inescrupulosos atores religiosos, que no mínimo se mostraram oportunistas, do alto do púlpito a extorquir seu próximo, com a venda do paraíso e de graças, como se o Altíssimo a venda estivesse. E, jogaram na descrença, os verdadeiros sacerdotes, missionários das máximas Crísticas. Máximas estas, que pulsam na perfeita harmonia do Universo ante o equilíbrio de leis imutáveis, cujo sublime objetivo é a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade entre os povos, tornando o mundo um mundo melhor, uma verdadeira Jerusalém Celestial, sob os auspícios do Grande Arquiteto do Universo!



A Maçonaria oferece um banquete tolerante, inclusivo e espiritual para a sede íntima que todos sentimos. Ela, seguindo seu método tradicional, declara que todo aspirante, ou aprendiz, deve procurar e encontrar um Mestre, e este, devera em verdade ser uma amigo, um irmão “Etiam vere Amicus et Frater” que dê ajuda compatível à sua necessidade espiritual e pessoal, mitigando-lhe a sede de saber, conduzindo-o ao primeiro degrau, da longa Escada de Jacob. E, isto não é apenas um dever moral de todo Maçom, mas sim um dever de obediência ao principio espiritual que declara solene;Que aquele que recebe graciosamente, precisa e deve conceder da mesma maneira, conforme nos ensinou o Sublime Nazareno.



“Não deixes para a tarde o que podes fazer pela manhã. A vós confio” Assim, pois, se aquele te procura, atenda-o e o conduz a senda da luz, afinal, “Quando o discípulo estiver pronto, o mestre virá”. Lembre-se sempre, da Ampulheta, do Cantar do Galo, pois, as horas e os dias se vão e, diante do “Olho que Tudo Vê”, deixar de fazer um pequeno bem, já é um grande mal. Eterno, somente o Grande Arquiteto do Universo!

Maçonaria.

Mistérios, segredos, sinais corpóreos, linguagem e símbolos! Entre outras características, ocultas ao vulgo, eis aí propriedades que atraem o profano ao mundo da luz, á família universal, coesa por elos mais fortes, às vezes, que laços consangüíneos.



Ritos, títulos, indumentária, misticismo e filosofia, ciência e estudos a pulsarem como luz, atraindo como bálsamo espiritual para suas fileiras, homens finos, outros toscos, uns ricos, outrem sem ouro. Uns professos religiosos, enquanto os demais nem tanto. O que quer que sejam, de Pedra Bruta, se tornarão em Pedra Desbastada, em puro mármore polido.



Em teu seio, oh Acácia, Flor de Liz, Ramo de Oliveira, Sublime Egrégora, todos se tornam iguais. Do mais humilde operário, ao mais ilustre empresário, do simples servidor ao eminente político, do aluno que aprende, ao professor que ensina, daquele que no mundo profano obedece, à aquele que determina e manda, do simples pedreiro que assenta tijolos, ao engenheiro que projeta, do enfermeiro que ao doente assiste ao médico que aquele opera, são todos irmãos e como tais se reconhecem; Justos e Perfeitos.



Teus estatutos, sempre ativos, doutrinaram a consciência do dever, do devotamento, da disciplina, do respeito, da estima e da sinceridade mútuas, Do amor, da virtude, da prudência e da justiça recíproca. Da religião, da filosofia, da ciência, e moldaram a eterna busca das verdades cósmicas, sem a estultícia de absurdos dogmas, e crenças que agrilhoam as mentes, a razão e a inevitável marcha do progresso.



Em tua Trilogia do Bom Senso, Cultiva-se; a sabedoria, a bondade e a virtude. Ensina-se; a verdade, o trabalho e o otimismo. Governa-se; o caráter, a língua e a conduta. Respeita-se; o lar, a mulher e a velhice. Despreza-se; a injúria, a embriaguez e a gula. Perdoa-se; a ofensa, a inveja e a petulância. Combate-se; a mentira, a farsa e a calunia. Pratica-se; a caridade, a justiça e a verdade.



Apolítica, pois teus ideais são mais sublimes, dignos, sociais e humanitários, que qualquer forma de governo. Sem dogmas, pois Aquele a quem chamam Zeus, os gregos; Deus, os latinos; Jeová, os judeus; e Alá; os maometanos, chama o Criador dos mundos de; Grande Arquiteto do Universo.



Teus membros, “Filhos da Viúva” da tribo de Neftali, assim alcunhados, pois com amor adotaram a mãe do Venerável Mestre Adonhiram, que, com efeito, já os considerava seus irmãos e fora cruelmente assassinado, á época da construção do Templo de Salomão, erigido em honra ao Altíssimo.



Augusta e Soberana, que em tua história se firmou em todos os campos pela superioridade do Espírito, pela exuberância do gênio, pelo domínio espiritual sobre a matéria ”Mens in corpore tantum molem regit”.



Participativa, pois, não se ausentou de nenhuma luta pela redenção do oprimido. Humanitária, pois, substituiu as tochas humanas da inquisição e da intolerância religiosa, pelos fachos inextinguíveis da razão e da verdade, cuja intensa luz atravessou séculos idos e, atravessarão os vindouros, ofuscando a ignomínia, abatendo a tirania, iluminando as trevas. Instrutiva, por varrer da face da terra os pesadelos das penas eternas que impunham a sujeição do espírito e negavam a autonomia da consciência.



Libertária, porque sem ela, a humanidade ainda seria prisioneira de dogmas. Guardiã altiva das verdades imorredouras, pois sem ela não ruiria o império da mentira e da absoluta servidão. De Prontidão e Atenta, pois ao menor sinal de desigualdade e tirania, teus filhos erguerão a espádua da democracia e da liberdade por amor a Pátria, não fugindo a luta.



Filosófica, pois em teus mistérios sobejam as máximas dos maiores pensadores e filósofos da história. Platônica, pois em teus ombros carrega a libertação dos escravos, a independência da Pátria, a proclamação da República. Mística, pois em tua simbologia, revela os mistérios dos sábios e Iniciados desde remotos tempos.



Universal e tolerante, solícita e prestativa, pois onde houver um dos teus filhos em dificuldade, oh sublime Àguia, em qualquer longitude ou latitude, independente de raça, credo, língua ou posição social, será pelos irmãos plenamente socorrido, bastando á Porta Bater e esta se lhe abrirá! “Enquanto correrem as águas dos riachos e verdejarem as altas copas das árvores” (Platão) para A Glória do Grande Arquiteto do Universo!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

UM CONTO MAÇÔNICO

UM CONTO MAÇÔNICO
Existe uma História, uma Lenda Maçônica, um exemplo de união que devemos observar e nos exemplificar, já que somos Maçons, ou será que não somos Maçons?

O G.·.A.·.D.·.U.·. estava sentado, meditando sob a sombra de um pé de jabuticaba, lentamente o Senhor do Universo erguia sua mão e colhia uma e outra fruta, saboreando o fruto de sua criação. Ao sentir o gosto adocicado de cada uma daquelas frutas fechava os olhos e permitia um sorriso caridoso, feliz, ao mesmo tempo em que de olhos abertos mantinha um olhar complacente.Foi então que, das nuvens, surge um de seus Arcanjos vindo em sua direção.Diz a lenda que a voz de um Anjo é como o canto de mil baleias. É como o pranto de todas as crianças do mundo. É como o sussurro da brisa.O Arcanjo tinha asas brancas como a neve, imaculadas.Levemente desce ao lado do G.'.A.'.D.'. U.'. e ajoelhando a seus pés disse:
- Senhor, visitei a vossa criação como me pediste. Fui a todos os cantos, estive no Sul, no Norte, no Oriente e no Ocidente. Vi e fiz parte de todas as coisas. Observei cada uma das suas crianças humanas. Notei que em seus corações havia uma Iniciação, eram iniciados Maçons e que, deste a cada um destes, apenas uma asa. Senhor.. Não podem voar apenas com uma asa.
O G.'.A.'.D.'. U.'. na brandura de sua benevolência, respondeu pacientemente a seu Anjo:
- Sim.. Eu sei disso. Sei que fiz os Maçons com apenas uma asa.
Intrigado com a resposta, o Anjo queria entender, e voltou a perguntar :
-Senhor, mas porque deu aos Maçons apenas uma asa quando são necessário duas asas para se poder voar.. Para poder ser livres.
Então respondeu o G.'.A.'.D.'. U.'.-Eles podem voar sim, meu Anjo. Dei aos Maçons apenas uma asa para que eles pudessem voar mais e melhor. Para poderem se evoluir levemente..Para voar, meu Arauto, você precisa de suas duas asas: Embora livre, você estará sempre sozinho, ou ser somente acompanhado. Como os pássaros que ao mesmo tempo em que estão juntos se debandam.Mas os Maçons com sua única asa, necessitarão sempre de dar as mãos e entrelaçarem seus braços, assim terão suas duas asas. Na verdade, cada um deles tem um par de asas. Em cada canto do mundo sempre encontrarão um outro Irmão com uma outra asa, e assim, sempre estará se completando, sempre sendo um par.Dei aos Maçons a verdadeira Liberdade e a cada um dei-lhe também, em Igualdade, uma única asa, para que desta forma, possam sempre viver em Fraternidade.Liberdade - Igualdade - Fraternidade !!!
TER OU SER IRMÃO



Na edificação dos costumes e da vivência em sociedade, o construtor e sua obra têm ligação intrínseca em todas as fases do projeto, pois não pode o pedreiro iniciar qualquer trabalho se eximindo da responsabilidade sobre os efeitos que este venha a influenciar durante ou após sua execução. Sendo assim, menos ainda pode o pedreiro livre deixar de medir a todo tempo a marca de sua trajetória como edificador de posturas e conceitos no que concerne o trato e relacionamento entre os irmãos ou profanos do mundo exterior.

Neste contexto, o desbastar da pedra bruta não é uma atitude isolada, ela permeia a todos quantos a volta do novo ser acompanham este processo de transformação e neste momento, suas vidas também acabam por ser transformadas, na reação em cadeia onde os bons costumes e a retidão das ações devem ser como o maço, instrumento de força que as imprime nos corações da eternidade.

A postura correta do pedreiro livre, entretanto, esbarra nas entrelaçadas relações do quotidiano enquanto na correria do dia a dia esquecemo-nos até mesmo de quem somos e do novo papel que hora passamos a desempenhar na sociedade. Nestes momentos devem sempre ser lembradas as palavras do V.'.M.'. no encerramento, suscitando diligência, moderação e prudência, cernes da formação moral aprendidas no seio de nossa casa perfeita e às vezes esquecidas ao nos depararmos com os desafios do dia a dia exaustivo.

As promessas solenes de amparo, assistência, tolerância e bondade jamais devem estar submersas nos pesados afazeres ou perderemos nossa identidade de homens pinçados da turba e diferenciados da maioria, negando a formação justa e perfeita que como uma dádiva recebemos, permitindo ao mundo que julgue o trabalho de nossa oficina, em vão.

As belíssimas palavras de Davi também nos remetem a um maior sentimento sobre nosso comportamento não apenas em loja, mas no mundo profano também, pois ao citar “Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união”, devemos lembrar-nos que no início dos tempos todas as criaturas tiveram origem num só criador, o Senhor que como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião, ordena a vida e a bênção para sempre.

Somos de fato então todos irmãos, pois somos filhos de um mesmo Pai cuja harmonia e amor nos foram magistralmente ensinadas pelo Divino Mestre, as quais devem ser cultivadas a cada manhã, partes que são da lista de bons ofícios que deve professar o verdadeiro pedreiro livre e de bons costumes. Enganamos-nos, porém, se pensamos que ter irmãos nos basta, pois neste momento o verbo “ser”, também diferencia-nos da mesmice que ronda a humanidade onde todos buscam “ter”, muitas vezes sem o merecer.

Devemos nos esmerar em “ser” irmãos, pois o que o é, é por si só, não esperando mais por isso. Ser irmão é estar disposto a servir sempre a todos os que têm direito aos nossos bons ofícios, ou seja, a sociedade, esta que milita na escuridão, cega a beira do abismo implorando por um fio de esperança, que apenas os atos de homens completos e de bons costumes e, sobretudo, responsáveis por seus atos, podem multiplicar.

QUANDO UM MAÇOM É DESNECESSÁRIO !!!

QUANDO UM MAÇOM É DESNECESSÁRIO !!!


Uma das situações, talvez a mais dolorosa para um homem, é quando ele se conscientiza de que é totalmente desnecessário, seja no ambiente familiar, no trabalho, na comunidade ou, principalmente, para nós Maçons, na nossa Instituição.Maçons tornam-se desnecessários:
Quando, durante as Sessões, já "enturmados", ficam impacientes com as instruções, com as palestras ou com a palavras dos Irmãos mais velhos, achando tudo uma chatice, uma bobagem que atrasa o ágape e a esticada.
Quando, ao tempo da apresentação de trabalho para aumento de Salário, não têm a mínima idéia dos assuntos dentre os quais podem escolher os seus temas. Simplesmente "copiam" alguma coisa de um livro e apresentam-no, pensando que ninguém vai notar
Quando, ainda Companheiros, começam a participar de grupos para ajudar a eleger o novo Venerável e, não raro, já pensando seriamente em, assim que chegarem a Mestres, começarem a trabalhar para obter o " poder" na Loja.
Quando Mestres, não aceitarem que ainda não sabem nada a respeito da Ordem e acharem que estudar e comparecer ao máximo de Sessões do ano é coisa para a administração, para os Companheiros e Aprendizes.
Quando Mestres, ao participarem das eleições como candidatos a algum cargo na Loja, principalmente para o de Venerável, e não forem eleitos, sumirem ou filiarem-se a outra Loja onde poderão ter a " honra" de serem cingidos com o avental de M\I\, que é muito mais vistoso do que o de um "simples" Mestre.
Quando já Mestres e até participando dos graus filosóficos não terem entendido ainda que o essencial para o verdadeiro Maçom é o seu crescimento espiritual, a sua regeneração, a sua vitória sobre a vaidade e os vícios, a aceitação da humildade e o bem que possam fazer aos seus semelhantes , e que, a política interna, a proteção mútua, principalmente na parte material, é importante mas não essencial.
Quando, como Aprendiz, Companheiro ou Mestre, não entenderem que a Loja necessita que suas mensalidades estejam rigorosamente em dia, para que possam fazer frente às despesas que são inevitáveis.
Quando como Venerável-Mestre, age de forma mesquinha, de forma a ocultar de todos os obreiros de sua Loja, fatos e eventos que tenha claramente interesses materiais particulares.
Quando, como Veneráveis Mestres deixa o caos se abater sobre a Loja, não sendo firmes o suficiente para exercer sua autoridade; não tendo um calendário com programação pré-definida para um período; não cobrando de seus auxiliares a consecução das tarefas a eles determinadas, e não se importando com a educação maçônica, que é primordial para o aperfeiçoamento dos obreiros.
Quando, como Vigilantes, não entenderem que, juntamente com o Venerável Mestre, devem constituir uma unidade de pensamento, pois, em todas as Lojas nas quais um, ou os dois Vigilantes não se entendem entre si e, principalmente não se entendem com o Venerável, o resultado da gestão é catastrófico.
Quando, como Guarda da Lei, nada sabem das leis e regulamentos da Potência e de sua própria Loja, e usam o cargo apenas para discursos ocos e intermináveis.
Quando, como Secretários, sonegam à Loja as informações dos boletins quinzenais, as correspondências dos Ministérios e, principalmente, os materiais do departamento de cultura, que visam dotar as Lojas de instruções e conhecimentos que normalmente não constam dos rituais, e são importantes para a formação do Maçom.
Quando, como Tesoureiros, não se mostram diligentes com os metais da Loja, não se esforçam para manter as mensalidades dos Irmãos em dia e não se importam com os relatórios obrigatórios e as prestações de contas.
Quando, como Hospitaleiros, não estão atentos aos problemas de saúde e dificuldades dos Irmãos da Loja. Quando constatamos que em grande número de Lojas, com uma freqüência média de vinte Irmãos, se recolhe um tronco de beneficência todos são desnecessários, pois a benemerência é um dever do Maçom.
Quando, como Chanceleres, não dão importância aos natalícios dos Irmãos, cunhadas, sobrinhos e de outras Lojas. Quando, em desacordo com as leis, adulteram as presenças, beneficiam Irmãos que faltam e não merecem esse obséquio.
Quando a Instituição programa uma Sessão Magna Pública para homenagear alguém ou alguma entidade pública ou privada, constata-se a presença de um número irrisório de Irmãos, dando aos profanos uma visão negativa da Ordem, deixando constrangidos aqueles que se dedicaram e se esforçaram para realizar o evento à altura da Maçonaria. Todos esses Irmãos indiferentes, que não comparecem habitualmente a essas Sessões, são desnecessários à nossa Ordem.
Muito mais haveria para se dizer em relação aos Irmãos desinteressados da nossa Sublime Instituição.
Fiquemos por aqui e imploremos ao Grande Arquiteto do Universo que ilumine cada um de nós, para que possamos agir na Maçonaria com o verdadeiro Espírito Maçônico e não com o espírito profano, e roguemos ainda, que em nenhuma circunstância, seja na família, no trabalho, na sociedade ou na Arte Real, tornemo-nos desnecessários, pois deve ser muito triste e frustrante para qualquer um sentir-se sem importância e sem utilidade no meio em que se vive.

Alma de Aprendiz

POESIA: "ALMA DE APRENDIZ"

Olhei bem,
Prestei atenção,
Vi o sistema solar
- O Big-bang!
O universo em expansão.
Viajei pelas órbitas dos cometas,
Questionei o rito dos planetas.
Naveguei pelo espaço-tempo,
Luz, som, mundo desconhecido.
Explorei nosso passado,
A vida e sua relação esotérica.
Ganhei a palavra sagrada,
Sinais, magia, cabala e simbologia.
Todos os mistérios e a ritualística periférica.

Conheci o saber, o verbo, o princípio e a fé.
Viajei pelas águas sagradas,
Senti a pureza da terra, do fogo e do ar.
Realizei as viagens simbólicas,
livre, seminu, sem enxergar.
Segui com coragem a beleza que nos conduz
E descobri o valor da confiança,
Da descoberta – divina luz.

Olhei bem,
Prestei atenção,
Vi a Abóbada Celeste
Em seus detalhes.
Encontrei a harmonia inconteste
Do Grande Arquiteto do Universo
E sua lei universal,
Que revigora, encanta e se espalha
Pelas entranhas e profundezas
Da minha alma.
Que esclarece os mistérios
E a verdade fundamental.

Alma de aprendiz,
Que se revela com graça e discernimento.
Alma intuitiva e calma,
Que sacrifica o espírito
E ilumina a virtude do verdadeiro irmão.
Alma que liberta o profano
E que renasce
Com a Iniciação.
Inteligentemente,
Purifica a força e o pensamento
Do aprendiz Maçon.
Sol que aparece no Oriente
E jorra-se em Luz
Ao romper do dia,
Luz que movimenta a gente.
Aprendiz que trabalha ao meio-dia,
Gérmen, feto, princípio da maçonaria.
Elo da corrente,
Verso reverso,
Prosa e poesia.

Alma de aprendiz,
Que se revela homem em sua plenitude,
Estuda, evolui, aprende, contradiz,
Cava masmorra ao vício
E levanta templos à virtude.
Alma de um menino valente,
Que voa em seus objetivos
E caminha sempre em frente:

Liberdade,
Igualdade,
Fraternidade!

Objetivo supremo do homem,
Caminho, revelação e verdade.
Vida Justa e Perfeita,
Retidão, filosofia,
Alimento da alma,
Luz de sabedoria.


Wlidon Lopes da Silva, A:.M:.
A:.R:.L:.S:. Mounth Moriah 3327, São Paulo - Brasil

domingo, 10 de outubro de 2010

Eu sei que ela existe,
(embora eu nunca a veja...)
mulher estranha de mãos imensas,
semeando esmolas, misteriosamente,
cercada de respeito, de lendas e de temor
as mãos dessa mulher tem forma de amor
mãos que ninam os berços da orfandade,
mãos que põem luz na noite da viuvez,
mãos que cortam o erro, como espadas
mãos que abençoam, que denunciam crime
e que trazem, no gesto que redime,
toda a unção das próprias mãos de Deus.



Essa mulher tem a graça das Acácias,
a ternura que consola a dor alheia,
o bem que ela faz gravando só na areia,
vem a onda e o leva ao seio do grande Artista
que vela sobre o triste, o fraco e o oprimido.



Essa mulher, se escuta algum gemido,
se pressente a dor, a injustiça, a queda,
como o vento desloca-se flecha ousada e firme
na pressa de salvar, servir e se esconder.



Ela está de pé às portas da miséria...



Junto ao incapaz, ela é o braço potente,
amparo ela o é ao lado do indigente
arrimo da velhice, luz da juventude,
e ante a própria morte, aos pés do ataúde,
essa mulher é esteio, é força e segurança.



Seus braços, quais colunas talhadas na rocha,
já sacudiram tronos, muralhas e cidadelas,
já libertaram escravos e enriqueceram os pobres,
já ergueram nações sobre cinzas de impérios...



Ela já viu morrer os filhos em prol da liberdade,
e, embora chorando sobre seus tristes restos,
seu braço ergueu, em sagrado protesto,
a bandeira santa do amor universal.



De sua mesa farta, tal como em família,
reparte ela o pão da graça feminina,
sem humilhar aquele a quem sobrou pobreza,
e sua mão direita, segundo o evangelho,
jamais presenciou o que a esquerda fez.



A ordem do Senhor: "Amai-vos uns aos outros"
à frente do seu Templo essa mulher gravou,
e como irmãos se tratam milhões de filhos seus,
homens predestinados, cidadãos benditos
que não se envergonham - oh não - de crer em Deus.



Essa mulher estranha, sem jóias e sem fraqueza
essa mulher estranha, temida e venerada,
mil vezes perseguida, vencendo com galhardia,
é cidadã do mundo, é a MAÇONARIA.

sábado, 2 de outubro de 2010

O QUE É “SER LIVRE E DE BONS COSTUMES” NA CONCEPÇÃO MAÇÔNICA?



Livre e de Bons Costumes implica que, apesar de todo homem ser livre na real acepção da palavra, pode estar preso a entraves sociais que o privem de parte de sua liberdade e o tornem escravo de suas próprias paixões e preconceitos. Assim é desse jugo que se deve libertar, mas, só o fará se for de Bons Costumes, ou seja, se já possuir preceitos éticos (virtudes) bem fundamentados em sua personalidade.

O ideal dos homens livres e de bons costumes, que nossa sublime Ordem nos ensina, mostra que a finalidade da Maçonaria é, desde épocas mais remotas, dedicar-se ao aprimoramento espiritual e moral da Humanidade, pugnando pelos direitos dos homens e, pela Justiça, pregando o amor fraterno, procurando congregar esforços para uma maior e mais perfeita compreensão entre os homens, a fim de que se estabeleçam os laços indissolúveis de uma verdadeira fraternidade, sem distinção de raças nem de crenças, condição indispensável para que haja realmente paz e compreensão entre os povos.

Livre, palavra derivada do latim, em sentido amplo quer significar tudo o que se mostra isento de qualquer condição, constrangimento, subordinação, dependência, encargo ou restrição.

A qualidade ou condição de livre, assim atribuído a qualquer coisa, importa na liberdade de ação a respeito da mesma, sem qualquer oposição, que não se funde em restrição de ordem legal e, principalmente moral. Em decorrência de ser livre, vem a liberdade, que é faculdade de se fazer ou não fazer o que se quer, de pensar como se entende, de ir e vir a qualquer parte, quando e como se queira, exercer qualquer atividade, tudo conforme a livre determinação da pessoa, quando não haja regra proibitiva para a prática do ato ou não se institua princípio restritivo ao exercício da atividade.

Bem verdade é que a maçonaria é uma escola de aperfeiçoamento moral, onde nós homens nos aprimoramos em benefício de nossos semelhantes, desenvolvendo qualidades que nos possibilitam ser, cada vez mais, úteis à coletividade. Não nos esqueçamos, porém, que, de uma pedra impura jamais conseguiremos fazer um brilhante, por maior que sejam nossos esforços.

O conceito maçônico de homem livre é diferente, é bem mais elevado do que o conceito jurídico. Para ser homem livre, não basta Ter liberdade de locomoção, para ir aqui ou ali. Goza de liberdade o homem que não é escravo de suas paixões , que não se deixa dominar pela torpeza dos seus instintos de fera humana.Não é homem livre, não desfruta da verdadeira liberdade, quem esta escravizado a vícios. Não é homem livre aquele que é dominado pelo jogo, que não consegue libertar-se de suas tentações. Não é homem livre, quem se enchafurda no vício, degrada-se, condena-se por si mesmo, sacrifica voluntariamente a sua liberdade, porque os seus baixos instintos se sobrepuseram às suas qualidade, anulando-as.

Maçom livre, é o que dispõe da necessária força moral para evitar todos os vícios que infamam, que desonram, que degradam. O supremo ideal de liberdade é livrar-se de todas as propensões para o mal, despojar-se de todas as tendências condenáveis, sair do caminho das sombras e seguir pela estrada que conduz à prática do bem, que aproxima o homem da perfeição intangível.

Sendo livre e por conseqüência, desfrutando de liberdade, o homem deve, sempre pautar sua vida pelos preceitos dos bons costumes, que é expressão, também derivada do latim e usada para designar o complexo de regras e princípios impostos pela moral, os quais traçam a norma de conduta dos indivíduos em suas relações domésticas e sociais, para que estas se articulem seguindo as elevadas finalidades da própria vida humana.

Os bons costumes, referem-se mais propriamente à honestidade das famílias, ao recato das pessoas e a dignidade ou decoro social.

A idéia e o sentido dos bons costumes não se afastam da idéia ou sentido de moral, pois, os princípios que os regulam são, inequivocamente, fundados nela.

O bom maçom, livre e de bons costumes, não confunde liberdade, que é direito sagrado, com abuso que é defeito, crê em Deus, ser supremo que nos orienta para o bem e nos desvia do mal. O bom maçom, livre e de bons costumes, é leal. Quem não é leal com os demais, é desleal consigo mesmo e trai os seus mais sagrados compromissos, cultiva a fraternidade, porque ela é a base fundamental da maçonaria, porque só pelo culto da fraternidade poderemos conseguir uma humanidade menos sofredora, recusa agradecimentos porque se satisfaz com o prazer de haver contribuído para amparar um semelhante.

O bom maçom, livre e de bons costumes, não se abate, jamais se desmanda, não se revolta com as derrotas, porque vencer ou perder são contingências da vida do homem, é nobre na vitória e sereno se vencido, porque sabe triunfar sobre os seus impulsos, dominando-os, pratica o bem porque sabe que é amparando o próximo, sentindo suas dores, que nos aperfeiçoamos.

O bom maçom, livre e de bons costumes, abomina o vício, porque este é o contrário da virtude, que ele deve cultivar, é amigo da família, porque ela é a base fundamental da humanidade. O mau chefe de família não tem qualidades morais para ser maçom, não humilha os fracos, os inferiores, porque é covardia, e a maçonaria não é abrigo de covardes, trata fraternalmente os demais para não trair os seus juramentos de fraternidade, não se desvia do caminho da moral, quem dele se afasta, incompatibiliza-se com os objetivos da maçonaria.

O bom maçom, o verdadeiro maçom, não se envaidece, não alardeia suas qualidades, não vê no auxílio ao semelhante um gesto excepcional, porque este é um dever de solidariedade humana, cuja prática constitui um prazer. Não promete senão o que pode cumprir. Uma promessa não cumprida pode provocar inimizade. Não odeia, o ódio destrói, só a amizade constrói.

Finalmente, o verdadeiro maçom, não investe contra a reputação de outro, porque tal fazer é trair os sentimentos de fraternidade. O maçom, o verdadeiro maçom, não tem apego aos cargos, porque isto é cultivar a vaidade, sentimento mesquinho, incompatível com a elevação dos sentimentos que o bom maçom deve cultivar.

Os vaidosos buscam posições em que se destaquem; os verdadeiros maçons buscam o trabalho em que façam destacar a maçonaria.

O valor da existência de um maçom é julgado pelos seus atos, pelo exercício do bem.


Klebber S Nascimento