O que é a Maçonaria?
Procuramos reunir diversos textos que definem alguns dos princípios básicos do que seja a Ordem Maçônica, seus objetivos, sua atuação, seu histórico e seus propósitos. Pretendemos deste modo esclarecer algumas dúvidas, as mais freqüentes, àqueles que anseiam saber um pouco mais sobre as nossas práticas, visando esclarecer à que nos dedicamos. Começaremos expondo a sua meditação o nosso código de ética:
Código Maçônico
1. Adora e ama, sobretudo, ao Grande Arquiteto do Universo que é Deus.
2. Ama o teu próximo.
3. Não faças mal a ninguém, mas antes, faze todo o bem que puderes, pelo amor ao próprio bem, mesmo aos inimigos, se é que aspiras à perfeição; porque não só és responsável pelo mal que fizeres, mas pelo bem que deixares de fazer.
4. Escuta sempre a voz de tua consciência; ela é um dos teus Juizes.
5. Deixa falar os homens; cada um só dá o que tem.
6. O verdadeiro culto ao Grande Arquiteto do Universo consiste nos bons costumes.- Conhece-te a ti mesmo; - corrige os teus defeitos e vence tuas paixões.
7. Nos teus atos mais secretos sabe que há o olho onividente da Providência, que te vê. Supõe sempre que tens todo o mundo por testemunha.
8. Ama os bons; alenta os fracos; foge dos maus; não odeies ninguém.
9. Não lisonjeies o teu Irmão, porque é uma traição; - se teu Irmão te lisonjeia teme que ele te corrompa.
10. Sê tolerante, porém, lembra-te que a tolerância não vai ao ponto de proteger atos imorais.
11. Respeita a mulher; nunca abuse da sua fraqueza; defende-lhe a inocência e a honra.
12. Se alguém tiver necessidade, socorre-o, se desviar-se da virtude, chama-o a ela; se vacilar; ampara-o; se cair, levanta-o.
13. Respeita o estrangeiro e suas crenças até o ponto em que ele e elas não te corrompam os sãos princípios.
14. Pratica auxílio aos fracos, a justiça a todos, a dedicação à Pátria e a Família e a dignidade para consigo mesmo.
15. Fala sobriamente com os superiores, prudentemente com os iguais, abertamente com os amigos, benevolamente com os pequeninos, leal e sinceramente com todos.
16. Foge as contendas, evita os insultos (os maus por si se destróem); obedece sempre à razão esclarecida, pela ciência e iluminada por Deus.
17. Se o Grande Arquiteto do Universo te der um filho, agradece-lhe esta graça, mas teme o depósito que ele te confia; - sê para essa criatura a imagem da divindade. - Faze que até os 10 anos ele te tema; - que até os 20, ele te ame; que até a morte, ele te respeite. - Até os 10 anos, sê seu mestre; até os 20, sê seu pai; - até a morte sê seu amigo. - Cuida com preferência em dar-lhe bons princípios do que dar-lhe boas maneiras. - É melhor que ele te deva uma boa doutrina do que uma elegância frívola, a que seja antes um homem de bem do que um homem hábil.
18. Se te envergonhas de teu ofício é orgulho, lembra-te não é o teu emprego que te honra ou avilta, mas a maneira porque o exerces.
19. Refere a todos a utilidade de teus Irmãos porque trabalharás para ti mesmo.
20. Se contente por toda parte, de tudo e de todos.
21. Cumpre teu dever, aconteça o que acontecer.
22. Trabalha sobre o pedestal da justiça, da verdade, da honra e do progresso.
23. Tem por divisa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade.
24. Tem Fé, Esperança e Caridade: Fé - como que quem vê o infinito; Esperança - como quem olha para o céu e Caridade - como quem olha do céu para a terra.
25. Regozija-te com a Justiça, insurge-te contra a iniquidade; - sofre os azares da sorte, mas luta contra eles no intuito de os vencer.
26. Lê e aproveita; vê e imita os bons costumes; reflete e trabalha, fazendo o que puderes para o aperfeiçoamento moral da humanidade.
27. Não te encolerizes facilmente, pois a ira é sinal de fraqueza.
28. Jamais prometas com a intenção de não cumprir.
29. Faze aos outros aquilo que queres que te façam.
30. Não julgues levianamente as ações dos homens, não censures e louva ainda menos; - ao Grande Arquiteto do Universo, que sonda os corações, compete apreciar a sua obra.
31. Ama a Pátria e a Liberdade; - sê bom cidadão, bom esposo, bom pai, bom filho, bom irmão e bom amigo.
32. Faze de teu corpo um templo, de teu coração um altar e de teu espírito um apóstolo do amor, da verdade e da justiça.
33. Conserva sempre pura a tua alma, para que possas aparecer dignamente ante o Grande Arquiteto do Universo que é Deus.
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Prosseguimos nossa exposição apresentando as respostas para algumas perguntas que, freqüentemente, nos são feitas:
¨ O QUE É A MAÇONARIA?
É uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista.
¨ POR QUE É FILOSÓFICA?
É filosófica porque em seus atos e cerimônias ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura.
¨ POR QUE É FILANTRÓPICA?
É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações, seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade do gênero humano por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade de consciência.
¨ POR QUE É PROGRESSISTA?
É progressista porque partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio gerador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos a busca da verdade, nem reconhece outro limite nesta busca senão o da razão com base na ciência.
¨ QUAIS OS SEUS PRINCÍPIOS?
A Liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a Igualdade de direito e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, o sexo, a raça ou nacionalidade; a Fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo CRIADOR e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.
¨QUAL O SEU LEMA?
Ciência, Justiça, Trabalho: Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas e Trabalho, por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da Humanidade.
¨ QUAL O SEU OBJETIVO?
Seu objetivo é a investigação da Verdade, o exame da Moral e a prática das Virtudes.
¨ O QUE ENTENDE A MAÇONARIA POR MORAL?
Moral é para a Maçonaria uma ciência com base no entendimento humano. É a Lei Natural e Universal que rege todos os seres racionais e livre. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a Moral no mais profundo da nossa alma sentimos o triunfo da Verdade e da Justiça.
¨ O QUE ENTENDE A MAÇONARIA POR VIRTUDE?
A Maçonaria entende que Virtude é a força de fazer o Bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família sem interesse pessoal. Em resumo: a Virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
¨ O QUE ENTENDE A MAÇONARIA POR DEVER?
Entende por dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém, não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também, devemos proteger e servir aos nossos semelhantes. A Maçonaria resume o Dever do ser humano assim: “Respeito a Deus, Amor ao próximo e Dedicação a família.” Em verdade, essa é a maior síntese da Fraternidade Universal.
¨ A MAÇONARIA É RELIGIOSA?
Sim, é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá o nome de Grande Arquiteto do Universo, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do Universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônicas.
¨ A MAÇONARIA É UMA RELIGIÃO?
Não, é uma Sociedade que tem por objetivo de reunir os seres humanos. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seus esforço de união dos seres humanos, admite em seu seio pessoas de todos os credos religiosos, sem nenhuma distinção.
¨ PARA SER MAÇOM É NECESSÁRIO RENUNCIAR A RELIGIÃO A QUAL SE PERTENCE?
Não, porque a Maçonaria abriga em seu seio pessoas de qualquer religião, desde que acredite em um só Criador, o GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, que é Deus. Geralmente existe esta crença entre os católicos, mas, ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Ramon Ignácio Mendez; Padre Diogo Antônio Feijó, Cônegos Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.
¨ QUAIS OUTROS PERSONAGENS ILUSTRES DA HISTÓRIA FORAM MAÇONS?
Filósofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como: Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como: Frederico, o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como: Bayron, Lamartine e Hugo; Escritores como: Castellar, Mazzini e Espling.
¨ SOMENTE NA EUROPA HOUVE MAÇONS ILUSTRES?
Não. Também na América existiram. Os Libertadores da América foram todos Maçons. Washington, nos EUA; Miranda, o Padre da Liberdade Sul Americana; San Martin e O’Higgins, na Argentina; Bolivar, no Norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador Dom Pedro I, no Brasil.
¨ QUAIS OS NOMES DE DESTAQUE NO BRASIL QUE FORAM MAÇONS?
D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Moraes, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washigton Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
¨ ENTÃO A MAÇONARIA É TOLERANTE?
A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige dos seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.
¨ O QUE A MAÇONARIA COMBATE?
A Ignorância, a Superstição, o Fanatismo, o Orgulho, a Intemperança, o Vício, a Discórdia, a Dominação e os Privilégios.
¨ A MAÇONARIA É UMA SOCIEDADE SECRETA?
Não, pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de História, etc.. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na Instituição, são os meios para se reconhecer os Maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
¨ QUAIS AS PRINCIPAIS OBRAS DA MAÇONARIA NO BRASIL?
A Independência, a Abolição e a República, isto para citar os três maiores feitos da nossa História, em que os Maçons tomaram parte ativa.
¨ QUAIS AS CONDIÇÕES INDIVIDUAIS INDISPENSÁVEIS PARA PODER PERTENCER A MAÇONARIA?
Crer na existência de um princípio criador; ser livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, para com seus semelhantes e para consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado que lhe permita prover suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.
¨ O QUE SE EXIGE DOS MAÇONS?
Em princípio tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra Instituição; respeito aos seus Estatutos, Regulamentos e Acatamento as resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do País em que viva, etc. E em particular: a guarda dos sigilos dos rituais maçônicos; conduta correta e digna dentro e fora da maçonaria; a dedicação de parte de seu tempo para assistir as reuniões maçônicas; a prática da Moral, da Igualdade e da Solidariedade humana e da Justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da Instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens a fim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.
¨ O QUE É UM TEMPLO MAÇÔNICO?
É um lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do ser humano face a vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.
¨ O QUE SE OBTÉM SENDO MAÇOM?
A possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja, dentro e fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído, mesmo que com uma pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos seres humanos. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base de respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo, o preceito de reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceitos de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades de seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorro aos necessitados.
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Finalizando, apresentamos dois textos explicativos, cujas definições são objetivas e claras. Eles servem para concluir esse breve trabalho, que entregamos a sua apreciação:
A Maçonaria é uma sociedade discreta, na qual homens e mulheres livre e de bons costumes, denominando-se mutuamente de irmãos, cultuam a Liberdade, a Fraternidade e a Igualdade entre os seres humanos. Seus princípios são a Tolerância, a Filantropia e a Justiça. Seu caráter secreto deveu-se principalmente a perseguições, a intolerância e a falta de liberdade demonstrada pelos regimes reinantes no passado. Hoje, com os ventos democráticos, os Maçons preferem manter-se dentro de uma discreta situação, espalhando-se por todos os países do mundo. Sendo uma sociedade iniciática, seus membros são aceitos por convite expresso e integrados à irmandade, por uma cerimônia denominada iniciação.
Esta forma de ingresso repete-se, através dos séculos, inalterada e possui um belíssimo conteúdo, que obriga o iniciando a meditar profundamente sobre os princípios filosóficos que sempre inquietaram a humanidade.
O Neófito ingressa na Ordem com o Grau de Aprendiz. Após receber instruções e ensinamentos, ascende ao Grau de Companheiro e depois de outro período de estudos chega ao Grau Máximo do Simbolismo, ou seja, ao Grau de Mestre Maçom.
A denominação dada pelos Maçons para as suas Reuniões é Loja e dentro dela norteiam-se por práticas e normas litúrgico-ritualísticas. Esses trabalhos são dirigidos por um Mestre Maçom experimentado, conhecido por Venerável Mestre. Suas cerimônias são sempre realizadas em honra e homenagem a Deus, denominado Grande Arquiteto do Universo. (G.'.A.'.D.'.U.'.)
Seus ensinamentos são transmitidos através de símbolos dando assim um conhecimento hermenêutico profundo e adequado ao nível intelectual de cada indivíduo.
Os símbolos são retirados das primeiras organizações Maçônicas, dos antigos Mestres Construtores de Catedrais. "Maçom" em francês significa pedreiro, construtor. Devido a este fato encontramos réguas, compassos, esquadros, prumos, cinzéis e outros artefatos de uso da Arte Real, ou seja, instrumentos utilizados pelos mestres construtores de catedrais e castelos, que são utilizados para transmitir ensinamentos.
Por possuir um conhecimento eclético, a Maçonaria busca nas mais diversas vertentes suas verdades e experiências, dando um caráter universal a sua doutrina.
A Maçonaria não é uma religião, pois o objetivo fundamental de toda a sociedade religiosa é o culto a divindade.
Cada Loja possui independência em relação a outra Lojas da jurisdição, mas estão ligadas a uma Grande Loja ou Grande Oriente, sendo estes soberanos. Cada Grande Loja ou Grande Oriente denomina-se de Potência. Esta é uma divisão puramente administrativa, pois as regras, normas e leis máximas, denominadas Landmarks são comuns a todos os Maçons.
Um dos Landmarks básicos da Ordem é que a pessoa para ser aceita deve acreditar em um princípio criador, independente, de sua religião.
Seus integrantes professam as mais diversas religiões. Como no Brasil, a grande maioria da população é cristã, a Maçonaria adota a Bíblia como Livro da Lei. Em outras nações, o livro que ocupará o lugar de destaque no Templo poderá ser o Alcorão, o Torá, o livro de Maomé, os Vedas, etc., de acordo com seus membros.
No preâmbulo da primeira Constituição editada pela Grande Loja ficam registrados de forma clara os princípios em que se baseia a Ordem:
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" A Maçonaria proclama, como sempre proclamou desde sua origem, a existência de um Princípio Criador, sob a denominação de G.'.A.'.D.'.U.'.;
¨ A Maçonaria não impõe nenhum limite a livre investigação da Verdade e é para garantir a todos essa liberdade que de todos exige a maior Tolêrancia;
¨ A Maçonaria é, portanto, acessível a pessoas de todas as raças, crenças religiosas e políticas;
¨ A Maçonaria proíbe em suas Oficinas toda discussão sectária sobre matéria partidária, política e religiosa porque pretende acolher pessoas, quaisquer que sejam suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, livres e de bons costumes;
¨ A Maçonaria tem por fim combater a ignorância em todas as suas manifestações;
¨ A Maçonaria é uma escola mútua que impõe este programa: obedecer as leis do País, viver segundo os ditames da Honra, praticar a Justiça, amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e para conseguir sua emancipação progressiva e pacífica.
Maçons famosos fundaram diversas entidades que prestam serviços a humanidade, vejamos alguns exemplos: Os escoteiros, por Robert Baden Powell; o Rotary Club, por Paul Harris; o Lions Club, por Melvin Jones, os grupos de jovens DeMolay, por Frank Sherman Land.
A Independência do Brasil foi decretada e solicitada por D. Pedro I em uma Sessão Maçônica realizada em 20 de Agosto de 1822. Este dia é dedicado ao Maçom Brasileiro. O Marechal Deodoro da Fonseca, iniciado na Loja Rocha Negra de São Gabriel, Rio Grande do Sul, proclama a República em 15 de Novembro de 1889.
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Tentaremos, neste pequeno trabalho, dar-lhe algumas noções básicas sobre o que seja a Maçonaria, esclarecendo que as informações que lhe prestaremos representam a essência, a finalidade da Instituição.
Ela tem sido definida por vários modos. As mais correntes definições são: "A Ordem Maçônica é uma associação de pessoas que se consideram irmãs entre si, e, cujo fim é viver em perfeita igualdade, intimamente ligados por laços de recíproca estima, confiança e amizade, estimulando-se umas as outras, na prática das Virtudes". É um sistema moral, velado por alegorias e ilustrado por símbolos", "é essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista. Proclama a superioridade do espírito sobre a matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade por meio da prática desinteressada da beneficência e da investigação da verdade", "condena a exploração do homem, bem como os privilégios e regalias, mas enaltece o mérito da inteligência e da virtude, bem como o valor demonstrado na prestação de serviços à Ordem, à Pátria, à Família e à Humanidade", "a Maçonaria é uma associação de idealistas autênticos: compõe-na aquelas pessoas de boa vontade, bem intencionadas na prática do bem; todos, enfim dotados de sentimentos de Solidariedade Humana."
Essas e milhares de outra definições nos dão a convicção de que a Ordem Maçônica foi sempre e deve continuar sendo a UNIÃO CONSCIENTE de pessoas desinteressadas, generosas e devotadas, irmãs livre e iguais, ligadas por deveres de FRATERNIDADE, para se prestarem mútua assistência e concorrerem, pelo exemplo e pela prática das Virtudes, para esclarecer os homens e mulheres e prepará-los para a emancipação progressiva e pacífica da Humanidade.
É, pois, um sistema, não só de Moral, como de Filosofia Social e Espiritual, revelados por alegorias e ensinados por símbolos, guiando seus adeptos na prática e no aperfeiçoamento dos mais elevados deveres que o direito de cidadania lhes confere.
Praticando o Bem, na medida de suas forças, sobre o plano físico e moral, a Maçonaria reúne todas as pessoas, como Irmãs, sem distinção de sexo, crença ou condição social.
A Maçonaria não impõe nenhum limite a livre investigação da verdade, e é para garantir a todos essa liberdade que exige de todos a maior Tolerância.
Repudia com todas as suas forças a desonestidade, a supressão da Liberdade, o vício e a irresponsabilidade.
É acessível aos homens e mulheres de todas as classes sociais, de todas as crenças religiosas não fanáticas e de todas as filosofias políticas que respeitem os Direitos Humanos. A Maçonaria proíbe, em suas reuniões, toda e qualquer discussão sobre matéria político-partidária ou sectarismo religioso.
Ama o Respeito entre homens e mulheres, o cumprimento do Dever, a elevação Moral e a Virtude.
Combate a ignorância, a superstição, a tirania e o fanatismo em todas as suas modalidades. Impõe este programa: obedecer às leis do País, viver segundo os ditames da Honra, praticar a Justiça, Amar o próximo, trabalhar incessantemente pela felicidade do gênero humano e conseguir a emancipação pessoal de cada um de seus membros.
Proclama que homens e mulheres são livres e iguais em direito para que sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um.
Defende a plena liberdade de expressão de pensamentos, como direito fundamental do ser humano, admitida a correlata responsabilidade.
Reconhece o trabalho como dever social; julga-o dignificante e nobre sob qualquer de suas formas: manual, intelectual, técnico ou artístico.
Aquele para quem a religião é o supremo consolo, a Maçonaria diz: cultiva sem cessar a tua religião, segue as aspirações de tua consciência; a Maçonaria não é religião, não tem culto; quer a instrução leiga; sua doutrina condensa-se nessa máxima: AMA O TEU PRÓXIMO. O verdadeiro Maçom, pratica o bem e leva sua solicitude aos infelizes, quaisquer eles que sejam, na medida de suas forças.
O Maçom considera Irmãos todos os Maçons quaisquer que sejam: sua raça, seu sexo, nacionalidade ou crença.
Os ensinamentos Maçônicos induzem seus adeptos a dedicarem-se a felicidade de seus semelhantes, não porque a razão e justiça lhe imponham este dever, mas porque esse sentimento de solidariedade é a qualidade inata que fez os filhos do Universo e amigos de todos os Seres, fiéis observadores da Lei do Amor que deverá ser estabelecida no Planeta.
A Maçonaria é, portanto, o progresso contínuo, por ensinamentos em uma série de graus, visando, por iniciações sucessivas, a incutir no íntimo das pessoas a LUZ espiritual que, afugentando, os baixos sentimentos de materialidade, do mundanismo, as torna dignas de si mesmas, da família, da Pátria e da Humanidade.
Unir novamente os seres humanos, apesar das suas diferenças de profissões, concepções filosóficas, religiosas ou políticas é uma ARTE. Chamamo-la de ARTE REAL.
Grande e dedicados Maçons, com todo entusiasmo, esclareceram que a missão essencial da Maçonaria consiste e reconduzir o Homem à condição de SER HUMANO, ele que nasceu como SER HUMANO, e que se transformou, em virtude de formação de seu grupo social, profissional ou por imposições do seu Estado e comunidade, voltará, invariavelmente, dentro da Maçonaria, à condição essencial de SER HUMANO.
Portanto, quem quiser se tornar Maçom deverá aceitar este princípio fundamental, de que existe algo mais elevado do que as aparências terrenas cotidianas, e de que este mais ELEVADO se encontra dentro de cada um de nós, e que poderá, portanto, ser aproveitado através do desenvolvimento. Essa idéia, este princípio fundamental que sempre foi uma realidade na Antigüidade, da qual nos falam todas as religiões, que foi desenvolvido na Renascença pelos sábios, pelos Mestres do Pensamento humano, continua sendo aperfeiçoado dentro da Maçonaria.
O ensinamento da Maçonaria, intimamente ligado ao grupo de Pensamento acima, ao qual denominamos OBRA DA VIDA, é destinado a fazer o HOMEM voltar-se para seu interior, a fim de compreender a sua COMUNHÃO com os Superiores Princípios da Humanidade.
A conseqüência destes ensinamentos é que a Maçonaria deixa de julgar e apreciar o HOMEM nas suas diferenças de profissão, nascimento, raça, sexo, nacionalidade, credo religioso, para recebê-lo e compreendê-lo unicamente por seu conteúdo moral.
Assim, todo aquele que desejar entrar para a MAÇONARIA deverá desde já aceitar a realidade de que penetrará numa Sociedade na qual não existem diferenças superficiais; que não terão valor nem reconhecimento essas diferenças. Ele aceitará ainda a realidade de que, na Entidade, conviverá com pessoas das mais diferentes concepções de vida. As condições que, eventualmente, o separam ou distinguiram de qualquer semelhante até hoje, no mundo profano, ele não as precisará indicar.
Deverá ter somente o desejo de desenvolver em seu interior o espírito de Solidariedade, e dentro deste princípio, organizar sua vida diária.
A ação da Maçonaria é UNIFICADORA: por isso não poderá ela ser política. Seus objetivos estão acima de qualquer partido político. Eventualmente, coincidirão com alguns princípios dos programas políticos, baseados no que houver afinidade de pontos de vista entre Maçons e programas de partidos políticos. Poderá haver compromissos, mas entre o Maçom-Cidadão e seu partido e nunca em nome da Maçonaria ou dele próprio como Maçom.
O Maçom reconhece em si, ser humano, e no mundo em que vive, algo inacabado. Ele tem a convicção de que, em virtude de LEIS NATURAIS e IMUTÁVEIS, se processa no homem um desenvolvimento lento. Este desenvolvimento, do SIMPLES ao COMPLETO, do INACABADO ao ACABADO e PERFEITO, poderá, eventualmente, ser perturbado por processos humanos, mas não poderá ser evitado permanentemente.
No entanto, poderá a cada Irmão o privilégio de procurar, por si só e pelos caminhos que melhor lhe convierem, a compreensão dessas forças.
Um dos princípios fundamentais da Maçonaria é a Tolerância. Em virtude desta mais ampla Tolerância, também e principalmente, no campo religioso, recebeu a Maçonaria a denominação de ateísta. Acusam a Maçonaria de ser uma sociedade secreta que, através de métodos e princípios revolucionários se opõe ao Estado e a Igreja. Necessário se torna, portanto, esclarecer aos candidatos que, em primeiro lugar, não é a Maçonaria nenhuma sociedade secreta. Ela é isto sim, uma associação constituída de homens e mulheres escolhidos, de caráter, e, por isso mesmo, restrita a número limitado de participantes.
Todas as Lojas Maçônicas tem seus Estatutos devidamente registrados nos Cartórios de Títulos e Documentos dos municípios onde funcionam. Este registro é promovido após sua publicação no Diário Oficial do Estado.
Assim, além de qualquer pessoa poder lê-los na Imprensa Oficial, poderá se o quiser, solicitar certidão desses Estatutos aos Cartórios mencionados. Além disto são conhecidos das autoridades constituídas os nomes de quase todos os Maçons. Uma sociedade secreta naturalmente evitaria dar a reconhecer os seus fins e objetivos, assim como evitaria tornar pública a sua existência e omitiria certamente ao público o nome de seus adeptos. Nada disto, no entanto, acontece com a Maçonaria.
Ela consiste na Igualdade de Idéias; bem servir ao Próximo.
O Maçom ama a seu povo e desenvolve todas as suas energias no sentido de melhorar a sorte do seu povo. No entanto, não consente, o Maçom, que um supernacionalismo ou chauvinismo domine a sua personalidade. O Maçom sabe que nos mais violentos conflitos nacionalistas, haverá uma afinidade entre ele e o adversário: a afinidade consiste na semelhança de SER HUMANO. A ética internacionalista da Maçonaria não despe ninguém de sua nacionalidade, não tira de ninguém a condição de fazer parte de uma nacionalidade. "AMOR A PÁTRIA É A OBRA DO MAÇOM; SER UM CIDADÃO DO MUNDO É SEU PENSAMENTO." (Ficht)
O ideal do Maçom é a FRATERNIDADE; ele pretende UNIR onde a vida SEPARA. O Maçom é um OBREIRO NA CONSTRUÇÃO DO TEMPLO DA HUMANIDADE.
O Maçom é membro consciente da HUMANIDADE, que procura ver no seu semelhante um IRMÃO. Ele reconhece e compreende que a vida estabelece diferenças e desigualdades, mas sabe contar com elas. Esta empenhado em encontrar no próximo o humano, e desenvolvê-lo. Com reconhecimento dos defeitos existentes no próximo e NELE PRÓPRIO, procura Desbastar as Asperezas e Aperfeiçoar-se. O Desenvolvimento da própria personalidade é feito com o objetivo de melhor poder servir ao próximo. Ele procurará compreender o mundo com AMOR, mas sem preconceitos ou paixões. Ante a EMOÇÃO ele coloca a SABEDORIA da RAZÃO; sua meta não somente é para frente mas também, e especialmente, para o ALTO. Por isto, tudo aquele que quiser tornar-se Maçom deverá estar em condições de colocar-se acima da Mediocridade.
O Maçom procurará elevar cada vez mais os seus pensamentos para ter a autêntica sensação da BELEZA. A SABEDORIA da conduta da vida, o reconhecimento da força do criador, ligarão o Maçom com a Beleza.
A Maçonaria esconde seus ensinamentos ao mundo profano, porque este seria incapaz de compreendê-los. Nesta atitude consiste todo o seu SEGREDO.
Não sendo seita religiosa nem por isso é irreligiosa. A Maçonaria é POPULAR e APOLÍTICA. Os seus objetivos o APERFEIÇOAMENTO DA PESSOA HUMANA, são muitos sérios para que seja uma Sociedade como outra qualquer.
Por isso as Lojas Maçônicas não constituem sociedade de auxílio mútuos, clubes recreativos, caixas beneficentes ou mortuárias. Organizações dessa natureza existem anexas a algumas Lojas. Porém constituem sempre um meio, não FINS DA MAÇONARIA.
Os Irmãos Maçons mantém em todas as circunstâncias, fidelidade e solidariedade aos demais associados.
No entanto, pertencer à Maçonaria não significa proteção incondicional em todas as situações da vida, pois a nenhum Irmão deve ser solicitado o que estiver acima de suas possibilidades. A MAÇONARIA não dá nem proporciona meios ou modos de fazer boas relações comerciais ou materiais. Para isto existe no mundo profano tantas e tão bem organizadas associações, que não competiria a Maçonaria tratar de tais vantagens para seus associados.
Para ingressar na Maçonaria é preciso que o candidato esteja civilmente emancipado: ele não desfrutará somente de bom conceito, como será LIVRE. LIVRE quer dizer dispor de sua própria pessoa; isenção de paixões e preconceitos é indispensável para a compreensão dos superiores ensinamentos da Maçonaria. A Maçonaria não é uma organização capitalista: ela é uma ORDEM FRATERNAL. A participação do operário, do elemento de classe média, bem como a do milionário, tem para ela o mesmo valor.
O que a Maçonaria espera de seus membros esta esclarecido sobejamente. Agora o que o membro poderá esperar da MAÇONARIA depende em grande parte, dele próprio. Ele ingressa numa associação, cujo objetivo é a construção do TEMPLO DA HUMANIDADE, isto é o aperfeiçoamento da PERSONALIDADE HUMANA e naturalmente, o seu progresso será aquele que merecer, isto é, seu aproveitamento e suas vantagens estão em relação direta com os estudos que fizer, dos trabalhos que executar e das paixões que vencer, do grau de tolerância que atingir, do amor fraternal que for capaz de oferecer a seus semelhantes. O Maçom se une a uma corrente que circunda a orla terrestre e que estará em comunhão com seus ideais.
Ele poderá esperar por Amizade e Fraternidade, convívio em ambiente de Irmandade, a participação no trabalho do aperfeiçoamento humano; pode esperar pela satisfação que se sente em participar da realização de algo útil em benefício da HUMANIDADE.
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OBS: Todas as definições encontradas sobre a Maçonaria não diferem grosso modo do que genericamente está estatuído em normas internacionais sobre o tema. Digamos mesmo que são definições impessoais. Em certos aspectos, um clareamento se configura com maior freqüência: atuação no sentido da melhoria da condição social do homem.
Fonte Consultada:
A.'.R.'.L.'.S.'. Harmonia Fraterna nº 17-SP
A.'.R.'.L.'.S.'. Templários de Camelot - DF
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quinta-feira, 28 de abril de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Ninguém é Maçom, Somos Reconhecidos como Tal
Um dos grandes dilemas maçônicos é saber se podemos nos intitular maçons (Sou maçom!) ou se essa afirmativa não nos pertence e só pode ser feita por um outro maçom.
De fato, temos uma visão míope de nós mesmos. Tendemos a uma hipervalorização do nosso eu e, não raras vezes, em detrimento do outro… Explico melhor, fomos educados em um sistema de comparações em que um ponto geralmente é explicado ou visto em relação a outro. Tendemos ao comparativo e assim nos sentimos mais ricos quando vemos mais pobres, sentimo-nos mais bonitos quando vemos mais feios e assim por diante.
Ocorre que por vezes nossa miopia egocêntrica é tão grande que nos assustamos com nós mesmos ao vermos nossa imagem refletida em um espelho. Tendemos a não acreditar no que vemos… não é possível que seja eu…
Mas por vezes forçamos a barra e influímos na imagem do espelho, ou pelo menos no que ela está nos revelando. O feio se torna belo e assim por diante.
Assim, ao nos considerarmos maçons, em detrimento de sermos reconhecidos como tal, chamamos para nós um conjunto de características do “ser maçom” que muitas vezes não apresentamos, não temos.
Claro, sempre se pode invocar o formalismo. Sou maçom porque fui iniciado. Sou maçom porque pertenço à obediência tal… e etc. … Mas isso realmente nos confere a autoridade para nos denominarmos maçons?
O que é ser maçom ??? É somente ter sido iniciado ??? Não implica mais nada ???
Desde meus tempos de aprendiz escuto um trocadilho muito usual em nosso meio, principalmente quando não gostamos de um determinado Irmão: “fulano é um profano de avental” ou então, quando encontramos qualidades em um não iniciado: “é um maçom sem avental”…
Por certo ser maçom implica muito mais que ter passado por uma iniciação.
Também reverbera em meu pensamento uma frase muito pronunciada em iniciações: “bem-vindo meu Irmão; esperamos agora que assim como você entrou para a Maçonaria que deixe que essa entre em você, em seu coração e atitudes…”
Minha angústia, que motiva essa reflexão sobre SER MAÇOM, é a inépcia de nossos métodos “maçônicos” em muitos de nós. Não raro vemos Irmãos colados no grau de mestre, mestres instalados e, até no grau 33º, com exposições diametralmente opostas à nossa filosofia, com atitudes antagônicas ao que se desprende de nossas alegorias e símbolos.
Bem sei que deveria estar preocupado acima de tudo com a minha pedra bruta, evitando de reparar nas imperfeições de outras pedras, mas isso está se tornando impossível para mim, pelo que peço humildes desculpas aos meus Irmãos, mas não dá para “tapar o sol com a peneira”, empresto aqui voz há muitos que têm se chocado com palavras e atitudes de outros Irmãos.
Abate-me extremamente estar ao lado de Irmãos que acham que o cume de seus progressos na Maçonaria são os graus colados… ser grau 33º em seu rito, ser mestre “instalado”, estar autoridade maçônica e assim por diante e, deixam a humildade, a fraternidade, o carinho e virtudes trancados no armário, o armário da arrogância e da empáfia.
Abate-me saber que Irmãos são indiciados civil ou criminalmente pelos mais variados delitos ou crimes.
Abate-me ter conhecimento de Irmãos que batem em suas esposas, filhos e familiares.
Abatem-me as disputas para saber quem é mais maçom, quem tem o maior grau… quem foi melhor Venerável Mestre.
Não consigo entender também como alguns insistem em trazer o pior de suas práticas profissionais para o seio das Lojas. Estive em Lojas onde me senti como em um tribunal de justiça, onde se fazia de tudo menos aquela egrégora gostosa de estar entre Irmãos. Todas as palavras eram medidas com cuidado, os pronunciamentos eram cheios de erudição jurídica, menos maçônica. A sessão travava com os famigerados “pela ordem Venerável”…
E o que falar dos Irmãos entendidos em política. Raro é os ver apresentando um trabalho sobre alegoria ou simbolismo maçônico… a tônica é uma só: política.
Voltamos então ao fulcro desta reflexão: sou maçom ou sou reconhecido como tal ? O que significa ser reconhecido como maçom?
O que ou quem é o maçom ? Há algo que o diferencia de outro ente?
Se nos orientarmos pelos rituais e pela literatura maçônica teremos uma visão superidealizada do SER MAÇOM. Ele mais se parece com um super-homem, dotado de poderes extraordinários. Mas no convívio, no dia a dia, se desfaz essa visão do super-homem. Eu pelo menos nunca o encontrei entre nós, pelo menos não na forma idealizada. Muito menos em mim mesmo…
Está mais do que na hora de nos despirmos do modus profano. De tirarmos as nossas máscaras e darmos um passo em direção ao autêntico “ser maçom”. Está na hora de sermos maçons.
Reconheça que você não é o centro do universo!
Reconheça que outros podem vivenciar mais a maçonaria do que você!
Reconheça que graus de nada servem se seu coração e atitudes não passaram daquelas do grau 1 (pedra bruta)!
Reconheça que ser Mestre Instalado não lhe dá direitos acima de seus Irmãos!
Reconheça que tem pesquisado, estudado e refletido muito pouco em nossos símbolos, alegorias e ritualística!
Reconheça que tem faltado às sessões porque se acha melhor que aqueles que estão sempre lá, gostando ou não, ajudando nos trabalhos em Loja.
Reconheça que se é verdade que Maçonaria não se faz somente em Loja, também o é verdade que sem estar em Loja não se faz Maçonaria! É na Loja que exercitamos o submeter minhas vontades e fazer novos progressos na maçonaria. Não se iluda.
Reconheça que a Maçonaria não é clube social, partido político, confraria da cerveja ou o quintal de sua casa, terraço de seu apartamento, sala de seu trabalho, mas uma Ordem INICIÁTICA.
Reconheça, por fim, que você não é dono da Loja.
Deixe que as alegorias e símbolos tomem forma em seu interior e se manifestem em suas atitudes, não em meras palavras.
Deixe que o movimento da egregora maçônica lhe tome a mente, o coração.
Deixe que a humildade aflore em suas palavras e ações. Não tema, pode baixar a guarda, você está entre Irmãos.
Por fim, receba seu prêmio, não é um avental mais bonito que o dos outros Irmãos ou um título de MI ou 33º mas, tão somente uma ação: você é reconhecido como tal , sem sombras de dúvidas!
AutorEnviado pelo Ir.’.César Luís Bueno Gonçalves
M.’.I.’.
ARLS Fraternidade Acadêmica Guarulhos Nº 3253 • GOSP/GOB
De fato, temos uma visão míope de nós mesmos. Tendemos a uma hipervalorização do nosso eu e, não raras vezes, em detrimento do outro… Explico melhor, fomos educados em um sistema de comparações em que um ponto geralmente é explicado ou visto em relação a outro. Tendemos ao comparativo e assim nos sentimos mais ricos quando vemos mais pobres, sentimo-nos mais bonitos quando vemos mais feios e assim por diante.
Ocorre que por vezes nossa miopia egocêntrica é tão grande que nos assustamos com nós mesmos ao vermos nossa imagem refletida em um espelho. Tendemos a não acreditar no que vemos… não é possível que seja eu…
Mas por vezes forçamos a barra e influímos na imagem do espelho, ou pelo menos no que ela está nos revelando. O feio se torna belo e assim por diante.
Assim, ao nos considerarmos maçons, em detrimento de sermos reconhecidos como tal, chamamos para nós um conjunto de características do “ser maçom” que muitas vezes não apresentamos, não temos.
Claro, sempre se pode invocar o formalismo. Sou maçom porque fui iniciado. Sou maçom porque pertenço à obediência tal… e etc. … Mas isso realmente nos confere a autoridade para nos denominarmos maçons?
O que é ser maçom ??? É somente ter sido iniciado ??? Não implica mais nada ???
Desde meus tempos de aprendiz escuto um trocadilho muito usual em nosso meio, principalmente quando não gostamos de um determinado Irmão: “fulano é um profano de avental” ou então, quando encontramos qualidades em um não iniciado: “é um maçom sem avental”…
Por certo ser maçom implica muito mais que ter passado por uma iniciação.
Também reverbera em meu pensamento uma frase muito pronunciada em iniciações: “bem-vindo meu Irmão; esperamos agora que assim como você entrou para a Maçonaria que deixe que essa entre em você, em seu coração e atitudes…”
Minha angústia, que motiva essa reflexão sobre SER MAÇOM, é a inépcia de nossos métodos “maçônicos” em muitos de nós. Não raro vemos Irmãos colados no grau de mestre, mestres instalados e, até no grau 33º, com exposições diametralmente opostas à nossa filosofia, com atitudes antagônicas ao que se desprende de nossas alegorias e símbolos.
Bem sei que deveria estar preocupado acima de tudo com a minha pedra bruta, evitando de reparar nas imperfeições de outras pedras, mas isso está se tornando impossível para mim, pelo que peço humildes desculpas aos meus Irmãos, mas não dá para “tapar o sol com a peneira”, empresto aqui voz há muitos que têm se chocado com palavras e atitudes de outros Irmãos.
Abate-me extremamente estar ao lado de Irmãos que acham que o cume de seus progressos na Maçonaria são os graus colados… ser grau 33º em seu rito, ser mestre “instalado”, estar autoridade maçônica e assim por diante e, deixam a humildade, a fraternidade, o carinho e virtudes trancados no armário, o armário da arrogância e da empáfia.
Abate-me saber que Irmãos são indiciados civil ou criminalmente pelos mais variados delitos ou crimes.
Abate-me ter conhecimento de Irmãos que batem em suas esposas, filhos e familiares.
Abatem-me as disputas para saber quem é mais maçom, quem tem o maior grau… quem foi melhor Venerável Mestre.
Não consigo entender também como alguns insistem em trazer o pior de suas práticas profissionais para o seio das Lojas. Estive em Lojas onde me senti como em um tribunal de justiça, onde se fazia de tudo menos aquela egrégora gostosa de estar entre Irmãos. Todas as palavras eram medidas com cuidado, os pronunciamentos eram cheios de erudição jurídica, menos maçônica. A sessão travava com os famigerados “pela ordem Venerável”…
E o que falar dos Irmãos entendidos em política. Raro é os ver apresentando um trabalho sobre alegoria ou simbolismo maçônico… a tônica é uma só: política.
Voltamos então ao fulcro desta reflexão: sou maçom ou sou reconhecido como tal ? O que significa ser reconhecido como maçom?
O que ou quem é o maçom ? Há algo que o diferencia de outro ente?
Se nos orientarmos pelos rituais e pela literatura maçônica teremos uma visão superidealizada do SER MAÇOM. Ele mais se parece com um super-homem, dotado de poderes extraordinários. Mas no convívio, no dia a dia, se desfaz essa visão do super-homem. Eu pelo menos nunca o encontrei entre nós, pelo menos não na forma idealizada. Muito menos em mim mesmo…
Está mais do que na hora de nos despirmos do modus profano. De tirarmos as nossas máscaras e darmos um passo em direção ao autêntico “ser maçom”. Está na hora de sermos maçons.
Reconheça que você não é o centro do universo!
Reconheça que outros podem vivenciar mais a maçonaria do que você!
Reconheça que graus de nada servem se seu coração e atitudes não passaram daquelas do grau 1 (pedra bruta)!
Reconheça que ser Mestre Instalado não lhe dá direitos acima de seus Irmãos!
Reconheça que tem pesquisado, estudado e refletido muito pouco em nossos símbolos, alegorias e ritualística!
Reconheça que tem faltado às sessões porque se acha melhor que aqueles que estão sempre lá, gostando ou não, ajudando nos trabalhos em Loja.
Reconheça que se é verdade que Maçonaria não se faz somente em Loja, também o é verdade que sem estar em Loja não se faz Maçonaria! É na Loja que exercitamos o submeter minhas vontades e fazer novos progressos na maçonaria. Não se iluda.
Reconheça que a Maçonaria não é clube social, partido político, confraria da cerveja ou o quintal de sua casa, terraço de seu apartamento, sala de seu trabalho, mas uma Ordem INICIÁTICA.
Reconheça, por fim, que você não é dono da Loja.
Deixe que as alegorias e símbolos tomem forma em seu interior e se manifestem em suas atitudes, não em meras palavras.
Deixe que o movimento da egregora maçônica lhe tome a mente, o coração.
Deixe que a humildade aflore em suas palavras e ações. Não tema, pode baixar a guarda, você está entre Irmãos.
Por fim, receba seu prêmio, não é um avental mais bonito que o dos outros Irmãos ou um título de MI ou 33º mas, tão somente uma ação: você é reconhecido como tal , sem sombras de dúvidas!
AutorEnviado pelo Ir.’.César Luís Bueno Gonçalves
M.’.I.’.
ARLS Fraternidade Acadêmica Guarulhos Nº 3253 • GOSP/GOB
domingo, 6 de março de 2011
POEMA MAÇÔNICO AMERICANO
Onde quer que possas estar,
Onde quer que te detenhas a meditar,
Seja longe, em terras estranhas,
Ou simplesmente no lar, doce lar,
Sempre sentes um grande prazer,
Que faz vibrar as cordas do coração,
Apenas em ouvir a fraterna saudação,
"Vejo que tens viajado muito, Irmão!"
Quando recebes a saudação do Irmão,
E ele te toma pela mão,
Isso te comove e te toca no íntimo,
Numa emoção incontida, por demais profunda,
Sentes que aquela união de Irmãos,
Que é um anseio da humanidade inteira,
Se realiza no estender das mãos
e na voz a dizer fraternalmente:
"Vejo que tens viajado muito, Irmão!"
E se és um estranho,
Solitário em estranhas terras,
Se derreado te deixou o Destino,
Batido à beira da morte, longe do lar,
Não há sentimento mais completo
Que aquele que te sacode sob a saudação:
"Vejo que tens viajado muito, Irmão!"
E quando chegar, finalmente, tua derradeira hora,
O momento de empreender a mais longa das viagens,
Revestido do branco avental de cordeiro
E sob a escolta dos Irmãos que já passaram,
O Cobridor da Porta de Ouro,
Com Esquadro, Régua e Prumo
Pedir-te-á a Palavra de Passe
e Dir-te-á, então:
"Passai. Vejo que tens viajado muito, Irmão!"
Autor desconhecido
Onde quer que possas estar,
Onde quer que te detenhas a meditar,
Seja longe, em terras estranhas,
Ou simplesmente no lar, doce lar,
Sempre sentes um grande prazer,
Que faz vibrar as cordas do coração,
Apenas em ouvir a fraterna saudação,
"Vejo que tens viajado muito, Irmão!"
Quando recebes a saudação do Irmão,
E ele te toma pela mão,
Isso te comove e te toca no íntimo,
Numa emoção incontida, por demais profunda,
Sentes que aquela união de Irmãos,
Que é um anseio da humanidade inteira,
Se realiza no estender das mãos
e na voz a dizer fraternalmente:
"Vejo que tens viajado muito, Irmão!"
E se és um estranho,
Solitário em estranhas terras,
Se derreado te deixou o Destino,
Batido à beira da morte, longe do lar,
Não há sentimento mais completo
Que aquele que te sacode sob a saudação:
"Vejo que tens viajado muito, Irmão!"
E quando chegar, finalmente, tua derradeira hora,
O momento de empreender a mais longa das viagens,
Revestido do branco avental de cordeiro
E sob a escolta dos Irmãos que já passaram,
O Cobridor da Porta de Ouro,
Com Esquadro, Régua e Prumo
Pedir-te-á a Palavra de Passe
e Dir-te-á, então:
"Passai. Vejo que tens viajado muito, Irmão!"
Autor desconhecido
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
A Maçonaria é uma instituição essencialmente filosófica, filantrópica, educativa e progressista. É filosófica porque em seus atos e cerimônias Ela trata da essência, propriedades e efeitos das causas naturais. Investiga as leis da natureza e relaciona as primeiras bases da moral e da ética pura. É filantrópica porque não está constituída para obter lucro pessoal de nenhuma classe, senão, pelo contrário, suas arrecadações e seus recursos se destinam ao bem estar do gênero humano, sem distinção de nacionalidade, sexo, religião ou raça. Procura conseguir a felicidade dos homens por meio da elevação espiritual e pela tranqüilidade da consciência. É progressista porque, partindo do princípio da imortalidade e da crença em um princípio criador regular e infinito, não se aferra a dogmas, prevenções ou superstições. E não põe nenhum obstáculo ao esforço dos seres humanos na busca da verdade, nem reconhece outro limite nessa busca senão a da razão com base na ciência.
Os princípios da Maçonaria são: a liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.
O lema da Maçonaria é Ciência, Justiça e Trabalho. Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho, por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.
O Objetivo da Maçonaria é a investigação da Verdade, o exame da Moral e a prática das Virtudes.
Para a Maçonaria, Moral é uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo de nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
A Maçonaria entende que Virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família, sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
A Maçonaria entende por Dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também devemos proteger e servir os nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.
A Maçonaria é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do Universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônica.
A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio as pessoas de todos os credos religiosos, sem nenhuma distinção.
Para ser Maçom não é necessário renunciar a religião à qual pertence, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas, ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Rodrigo Ignácio Mendez; Padre Diogo Antônio Feijó; Cônego Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.
Inúmeros homens ilustres foram Maçons: Filosofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.
Também na América houve Maçons ilustres: Os libertadores da América foram todos Maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O? Higgins, na Argentina; Bolivar, no norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador D. Pedro I, no Brasil.
No Brasil, vários Maçons foram destaque: D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige de seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.
A Maçonaria combate a ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.
A Maçonaria não é uma Sociedade Secreta pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história, etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
As principais obras da Maçonaria no Brasil foram a Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os Maçons tomaram parte ativa.
Para condições individuais indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria são: crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado, que lhe permita prover as suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.
A maçonaria exige do Maçom, em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E, em partiular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos: conduta correta e digna dentre e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas: à prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.
O Templo Maçônico é um lugar onde se reúnem os Maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar a sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.
Sendo Maçom, se obtém a possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base do respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo. o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.
Fonte: Opúsculo editado pelo Grande Oriente do Brasil,
baseado em texto publicado nos anos 70 no jornal "Três Pontos"
Os princípios da Maçonaria são: a liberdade dos indivíduos e dos grupos humanos, sejam eles instituições, raças, nações; a igualdade de direitos e obrigações dos seres e grupos sem distinguir a religião, raça ou nacionalidade; a fraternidade de todos os homens, já que somos todos filhos do mesmo Criador e, portanto, humanos e como conseqüência, a fraternidade entre todas as nações.
O lema da Maçonaria é Ciência, Justiça e Trabalho. Ciência, para esclarecer os espíritos e elevá-los; Justiça, para equilibrar e enaltecer as relações humanas; e Trabalho, por meio do qual os homens se dignificam e se tornam independentes economicamente. Em uma palavra, a Maçonaria trabalha para o melhoramento intelectual, moral e social da humanidade.
O Objetivo da Maçonaria é a investigação da Verdade, o exame da Moral e a prática das Virtudes.
Para a Maçonaria, Moral é uma ciência com base no entendimento humano. É a lei natural e universal que rege todos os seres racionais e livres. É a demonstração científica da consciência. E essa maravilhosa ciência nos ensina nossos deveres e a razão do uso dos nossos direitos. Ao penetrar a moral no mais profundo de nossa alma sentimos o triunfo da verdade e da justiça.
A Maçonaria entende que Virtude é a força de fazer o bem em seu mais amplo sentido; é o cumprimento de nossos deveres para com a sociedade e para com a nossa família, sem interesse pessoal. Em resumo: a virtude não retrocede nem ante o sacrifício e nem mesmo ante a morte, quando se trata do cumprimento do dever.
A Maçonaria entende por Dever o respeito e os direitos dos indivíduos e da sociedade. Porém não basta respeitar a propriedade apenas, mas, também devemos proteger e servir os nossos semelhantes. A Maçonaria resume o dever do homem assim: "Respeito a Deus, amor ao próximo e dedicação à família". Em verdade, essa é a maior síntese da fraternidade universal.
A Maçonaria é religiosa, porque reconhece a existência de um único princípio criador, regulador, absoluto, supremo e infinito ao qual se dá o nome de GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO, porque é uma entidade espiritualista em contraposição ao predomínio do materialismo. Estes fatores que são essenciais e indispensáveis para a interpretação verdadeiramente religiosa e lógica do Universo, formam a base de sustentação e as grandes diretrizes de toda ideologia e atividade maçônica.
A Maçonaria não é uma religião. É uma sociedade que tem por objetivo unir os homens entre si. União recíproca, no sentido mais amplo e elevado do termo. E nesse seu esforço de união dos homens, admite em seu seio as pessoas de todos os credos religiosos, sem nenhuma distinção.
Para ser Maçom não é necessário renunciar a religião à qual pertence, porque a Maçonaria abriga em seu seio homens de qualquer religião, desde que acreditem em um só Criador, o Grande Arquiteto do Universo, que é Deus. Geralmente existe essa crença entre os católicos, mas, ilustres prelados tem pertencido à Ordem Maçônica; entre outros, o Cura Hidalgo, Paladino da Liberdade Mexicana; o Padre Calvo, fundador da Maçonaria na América Central; o Arcebispo da Venezuela, Don Rodrigo Ignácio Mendez; Padre Diogo Antônio Feijó; Cônego Luiz Vieira, José da Silva de Oliveira Rolin, da Inconfidência Mineira, Frei Miguelino, Frei Caneca e muitos outros.
Inúmeros homens ilustres foram Maçons: Filosofos como Voltaire, Goethe e Lessing; Músicos como Beethoven, Haydn e Mozart; Militares como Frederico o Grande, Napoleão e Garibaldi; Poetas como Byron, Lamartine e Hugo; Escritores como Castellar, Mazzini e Espling.
Também na América houve Maçons ilustres: Os libertadores da América foram todos Maçons. Washington nos Estados Unidos; Miranda, o Padre da Liberdade sul-americana; San Martin e O? Higgins, na Argentina; Bolivar, no norte da América do Sul; Marti, em Cuba; Benito Juarez, no México e o Imperador D. Pedro I, no Brasil.
No Brasil, vários Maçons foram destaque: D. Pedro I, José Bonifácio, Gonçalves Ledo, Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias), Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto, Prudente de Morais, Campos Salles, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha, Hermes da Fonseca, Wenceslau Braz, Washington Luiz, Rui Barbosa e muitos outros.
A Maçonaria é eminentemente tolerante e exige de seus membros a mais ampla tolerância. Respeita as opiniões políticas e crenças religiosas de todos os homens, reconhecendo que todas as religiões e ideais políticos são igualmente respeitáveis e rechaça toda pretensão de outorgar situações de privilégio a qualquer uma delas em particular.
A Maçonaria combate a ignorância, a superstição, o fanatismo. O orgulho, a intemperança, o vício, a discórdia, a dominação e os privilégios.
A Maçonaria não é uma Sociedade Secreta pela simples razão de que sua existência é amplamente conhecida. As autoridades de vários países lhe concedem personalidade jurídica. Seus fins são amplamente difundidos em dicionários, enciclopédias, livros de história, etc. O único segredo que existe e não se conhece senão por meio do ingresso na instituição, são os meios para se reconhecer os maçons entre si, em qualquer parte do mundo e o modo de interpretar seus símbolos e os ensinamentos neles contidos.
As principais obras da Maçonaria no Brasil foram a Independência, a Abolição e a República. Isto para citar somente os três maiores feitos da nossa história, em que os Maçons tomaram parte ativa.
Para condições individuais indispensáveis para poder pertencer à Maçonaria são: crer na existência de um princípio Criador; ser homem livre e de bons costumes; ser consciente de seus deveres para com a Pátria, seus semelhantes e consigo mesmo; ter uma profissão ou ofício lícito e honrado, que lhe permita prover as suas necessidades pessoais e de sua família e a sustentação das obras da Instituição.
A maçonaria exige do Maçom, em princípio, tudo aquilo que se exige ao ingresso em qualquer outra instituição: respeito aos seus estatutos, regulamentos e acatamento às resoluções da maioria, tomadas de acordo com os princípios que as regem; amor à Pátria; respeito aos governos legalmente constituídos; acatamento às leis do país em que viva, etc. E, em partiular: a guarda do sigilo dos rituais maçônicos: conduta correta e digna dentre e fora da Maçonaria; a dedicação de parte do seu tempo para assistir às reuniões maçônicas: à prática da moral, da igualdade e da solidariedade humana e da justiça em toda a sua plenitude. Ademais, se proíbe terminantemente dentro da instituição, as discussões políticas e religiosas, porque prefere uma ampla base de entendimento entre os homens afim de evitar que sejam divididos por pequenas questões da vida civil.
O Templo Maçônico é um lugar onde se reúnem os Maçons periodicamente para praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, em um ambiente fraternal e propício para concentrar a sua atenção e esforços para melhorar seu caráter, sua vida espiritual e desenvolver seu sentimento de responsabilidade, fazendo-lhes meditar tranqüilamente sobre a missão do homem na vida, recordando-lhes constantemente os valores eternos cujo cultivo lhes possibilitará acercar-se da verdade.
Sendo Maçom, se obtém a possibilidade de aperfeiçoar-se, de instruir-se, de disciplinar-se, de conviver com pessoas que, por suas palavras, por suas obras, podem constituir-se em exemplos; encontrar afetos fraternais em qualquer lugar em que se esteja dentro ou fora do país. Finalmente, a enorme satisfação de haver contribuído mesmo em pequena parcela, para a obra moral e grandiosa levada a efeito pelos homens. A Maçonaria não considera possível o progresso senão na base do respeito à personalidade, à justiça social e a mais estreita solidariedade entre os homens. Ostenta o seu lema "Liberdade, Igualdade e Fraternidade" com a abstenção das bandeiras políticas e religiosas. O segredo maçônico, que de má fé e caluniosamente tem se servido os seus inimigos para fazê-la suspeita entre os espíritos cândidos ou em decadência, não é um dogma senão um procedimento, uma garantia, uma defesa necessária e legítima, porém como inevitavelmente tem sucedido com todo direito e seu dever correlativo. o preceito das reservas maçônicas já tem experimentado sua evolução nos tempos e segundo os países. A Maçonaria não tem preconceito de poderes, e nem admite em seu seio, pessoas que não tenham um mínimo de cultura que lhes permitam praticar os seus sentimentos e tenham uma profissão ou renda com que possam atender às necessidades dos seus familiares, fazer face às despesas da sociedade e socorros aos necessitados.
Fonte: Opúsculo editado pelo Grande Oriente do Brasil,
baseado em texto publicado nos anos 70 no jornal "Três Pontos"
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